16 de mai. de 2015

OS BENEFÍCIOS DO DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR NA CRIANÇA

Hoje o ser humano moderno distorce as condições normais para o desenvolvimento da consciência da criança. Está tudo muito acelerado e não se dá à criança a liberdade dela se desenvolver dentro de sua capacidade individual de maneira saudável e produtiva. Além disso, a criança recebe uma quantidade imensa de informações que não consegue assimilar porque lhe falta vivência.
      A relação da mãe com o bebê contribuirá positivamente para a descoberta e o desenvolvimento adequado da consciência corporal. Quando eles brincam, a criança começa a vivenciar algumas de suas correlações sensório-motoras. Nesse processo ela também começa a ser capaz de usar sua imaginação de uma maneira espacial e temporal que irá trazer muito benefícios em todo seu desenvolvimento.
     A interação entre mãe e bebê é muito importante. Deve-se estabelecer diálogo com o bebê, músicas, brincadeiras e atividades lúdicas que fazem com que o bebê seja estimulado por meio do contato direto com a mãe, desenvolvendo a estimulação cognitiva e psicomotora.
     O desenvolvimento motor é muito importante para a criança desde seu nascimento até a formação completa de sua maturidade. Todos os movimentos estão interligados, por isso o estímulo deve estar presente em todas as fases desse desenvolvimento para uma assimilação positiva de sua aprendizagem desde os primeiros meses de vida.
     Se o desenvolvimento não for bem trabalhado, desenvolvido e interiorizado, as crianças começam a apresentar as dificuldades, problemas nas adaptações escolares e todo o processo de sua aprendizagem escolar passa a ser comprometido.
      Os aspectos psicomotores são necessários para uma interação da criança  na fase infantil, e se bem trabalhados darão frutos positivos, porém, se interrompidos ou mal trabalhados podem resultar em falhas, apreensões, dificuldades ou mesmo desencadear um distúrbio, que levará a dificuldades em sua aprendizagem.
      A educação psicomotora é formadora de uma base indispensável a toda criança, pois objetiva assegurar o seu desenvolvimento funcional. Os fatores psicomotores se interrelacionam, favorecendo cuidados ao desenvolvimento psicomotor humano desde muito cedo. (Le BOULCH, 1972, p.28)
      Le Boulch (1987) sinaliza que a educação psicomotora pode ser evidenciada como uma educação de base na primeira infância, em que favorece a criança a tomar consciência de seu corpo, no tempo e no espaço, possibilitando assim adquirir melhor a coordenação de seus gestos e movimentos, e se conduzida adequadamente, pode prevenir dificuldades de aprendizagem.

     A prática psicomotora educa a criança a se movimentar durante todas as fases da sua vida, e com isso contribui para sua formação e estruturação do esquema corporal. É através do corpo que a criança descobre o mundo, experimenta diversas situações e sensações, além de ampliar suas descobertas de como agir.





7 de abr. de 2015

PAIS E EDUCADORES ESTÃO PREPARADOS PARA SABER SE A CRIANÇA É PORTADORA DE TDAH?

 Diariamente, chegam crianças e jovens às escolas com seus “rótulos”: desatentos, desmotivados, avoados, problemáticos, preguiçosos, irresponsáveis, desorganizados, rebeldes...

Esses comportamentos, dependendo da sua frequência e intensidade, são caracterizados como Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDHA) e vêm gerando muita angústia em pais, crianças, jovens e professores.
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD. (http://www.tdah.org.br/sobre-tdah/o-que-e-o-tdah.html)
Tenho atendido em meu consultório várias crianças com suspeita ou diagnóstico já concluído de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDHA). Junto com essas crianças e jovens chegam pais aflitos, inseguros, querendo saber sobre o transtorno e o que  podem fazer para seus filhos terem sucesso.
Nós, educadores, deveríamos refletir por que nossas crianças e jovens andam tão desatentos, agitados e apáticos?
Por que, cada dia mais, tantas crianças estão aparecendo em nossas escolas com esses comportamentos e logo vamos nos antecipando dizendo que são hiperativas?
Segundo Russel A. Barkley (2002), infelizmente, muitos professores são desinformados sobre o TDAH ou estão desatualizados quanto ao conhecimento do transtorno e seu controle.
Pais e professores podem juntos encontrar o melhor caminho a ser percorrido. Nem sempre há necessidade de medicamentos, existem alternativas antes de usar o medicamento. Muitas vezes uma terapia fará com que a criança aprenda a se adaptar e enfrentar suas dificuldades, além de descobrir novas formas de lidar com elas. Um acompanhamento psicopedagógico poderá ajudar a criança e o jovem a descobrir novas estratégias de aprender e estudar.
É de extrema importância que a criança seja acompanhada e diagnosticada corretamente, mesmo porque o diagnóstico é apenas um ponto de partida para dar continuidade ao tratamento.
O mais importante é que essas crianças e jovens se sintam aceitos e principalmente amados pelos pais e professores apesar de suas dificuldades e limitações, já que normalmente eles se sentem angustiados e fracassados por não conseguirem ser como seus colegas.  
Cabe ao educador buscar novas estratégias, ter mais compreensão e procurar olhar seus alunos como seres únicos que têm possibilidades de se desenvolverem, respeitando o tempo de cada um. Devemos também ficar atentos, pois nem todas as crianças e jovens agitados e desatentos são portadores de TDAH.







 (foto retirada do google)

15 de out. de 2014

UM RECADINHO AO PROFESSOR

Por meio deste texto, gostaria de mostrar um pouco da importância do papel do professor em nossas vidas.Se pensarmos um pouco na nossa história escolar vamos notar que até hoje temos lembranças de alguns professores que nos ensinaram coisas que nos marcaram, a forma como foram transmitidos esses conhecimentos e como isso se tornou inesquecível em nossas memórias. Eles plantaram em nós sementes e até hoje colhemos seus frutos. Isso porque transmitiam conhecimento junto com o amor e dedicação. Amavam sua profissão. O professor que ensina com amor e dedicação passa segurança e autonomia para o aluno pensar, escolher, sentir prazer e criar. Temos que ensinar nossos alunos a pensar, pesquisar, fazer sínteses, serem independentes, autônomos, se comunicar, enfim a serem social e emocionalmente desenvolvidos. Para isso devemos transformar a sala de aula num lugar dinâmico e participativo, aproximando a teoria da prática. Também devemos quebrar alguns paradigmas e reaprender a ver a ludicidade como ponte para uma educação transformadora. O professor precisa ter um compromisso com o trabalho, fazendo o seu melhor, revestido de amor, coragem e dedicação. Sei que esse trabalho não é fácil, mas cabe a nós, professores, plantarmos uma sementinha em cada um de nossos alunos para que um dia eles colham da mesma maneira que hoje colhemos a semente que alguns professores plantaram em nós. Seja você o professor que irá fazer a diferença na vida do seu aluno!