30 de mai. de 2018

O que devo fazer com meu aluno que está com dificuldade na leitura e escrita


Um problema que muitos educadores têm enfrentado ultimamente dentro da sala de aula é a dificuldade de seus alunos na leitura e escrita.
Portanto, é importante que pais e professores tenham como objetivo comum estimular no dia a dia a leitura na vida das crianças. Desde incentivar a leitura de livrinhos, como também lendo para elas placas e qualquer anúncio que apareça diante de seus olhos. Também é indicado fazer brincadeiras e jogos que despertem a vontade e a curiosidade de ler.
Há muitas maneiras de incentivar isso, basta que os adultos que convivem com essas crianças, saibam e acreditem na importância desses estímulos. A interação entre professores e pais é muito importante para essa finalidade. O aspecto lúdico deve estar sempre presente para tornar esse momento prazeroso para a criança.
Claro que essas estratégias são úteis, mas nem sempre suficientes para estimular e resolver a dificuldade que as crianças apresentam no processo da alfabetização. O professor tem que ter um olhar individualizado para cada situação. E, caso perceba que a dificuldade não está sendo superada, deve orientar os pais a procurarem um profissional de psicopedagogia para avaliar o porquê dessa dificuldade. O quanto antes for investigada a dificuldade e feita a intervenção adequada, melhor e mais rápido será o resultado.
Muitas vezes, algumas crianças mesmo já alfabetizadas apresentam muitas dificuldades ortográficas, trocas fonéticas, dificuldades nas interpretações, pois a leitura está muito defasada e a criança não entende o que lê. Nesses casos também há necessidade da ajuda de profissionais qualificados para detectar o que está causando esta dificuldade ou até se existe algum distúrbio de aprendizagem.
É importante salientar que o tratamento não pode ser o mesmo para todas as crianças com dificuldade de leitura e escrita. A intervenção psicopedagógica é única para cada situação. O papel do psicopedagogo é fundamental para identificar, analisar, planejar e intervir por meio das etapas de diagnósticos e tratamento buscando recursos para dar segurança a essas crianças verificando qual é o caminho que facilita sua aprendizagem.





14 de mar. de 2018

O ano escolar iniciou e seu filho não está conseguindo acompanhar?



Uma avaliação psicopedagógica pode ajudar a descobrir o porquê desta dificuldade.
É importante ressaltar que algumas crianças não são portadoras de nenhum transtorno ou síndrome e, mesmo assim, apresentam dificuldades de aprendizagem.
Existem muitas causas que podem levar a uma desordem de aprendizagem.
Com um diagnóstico e um tratamento correto, essas crianças conseguem evoluir em seu desenvolvimento.
Após a avaliação psicopedagógica, que consiste em vários fatores, o trabalho terá continuidade na intervenção.
O trabalho do psicopedagogo com a criança é aumentar sua capacidade cognitiva quando estimulada em sua totalidade, através de jogos e atividades diferenciadas que desenvolvem as múltiplas inteligências.
A função do psicopedagogo clínico também é dar suporte na escola em que a criança estuda, orientando professores e pais para auxiliá-la nas situações cotidianas em que ela está envolvida.
A criança irá aprender a criar estratégias para lidar com suas dificuldades até conseguir caminhar sozinha com sucesso nas diversas situações da sua vida.

5 de jul. de 2017

Como os alunos estão vendo a escola nos dias de hoje.

Tenho observado no meu consultório que as crianças têm questionado o porquê tem que ir para a escola, porque existe escola e para que precisam estudar.

Um paciente de 8 anos comentou que ele não vê sentido em ir à escola porque ele só aprende o que não interessa. Para que serve tudo que aprende?

Que tem programas educativos que ele assiste que são muito mais interessantes do que o que ele aprende na escola e a professora ensina para ele.

Converso com jovens e também me surpreendo quando escuto a mesma queixa. Ir para a escola está muito pesado, desmotivador, sem nenhuma importância.

Acredito que a escola não evoluiu de acordo com o tempo. Continua com o mesmo paradigma dos séculos passados.

O problema é que o professor continua seguindo sempre o mesmo modelo e quer obter resultados diferentes.

O educador precisa fazer com que as crianças e jovens entendam que a escolarização é apenas uma parte da sua existência e que o conhecimento adquirido é para a vida toda.

A importância que hoje eles dão para a escola, ou melhor, o que aprendem na escola, levarão para sua vida de diferentes formas. Cabe a nós, educadores, mostrarmos e incentivarmos nossos alunos a descobrirem, de forma prática, que todo esse processo será útil para toda sua vida.

O que não podemos fazer e dar todo o conteúdo exigido, sem mostrar o porquê é necessário aprender esse conteúdo.

É preciso modernizar os processos de aprendizagem. Isso não tem haver com a tecnologia. Lógico que a tecnologia ajuda, mas, os livros exigem outras formas de comunicação e aprendizado que jamais podem ser substituídos pela internet.

A principal dificuldade das crianças e dos jovens está diretamente relacionada às aulas, já que o fato de estarem na escola é agradável para eles. O educador necessita visualizar melhor a dificuldade e a desmotivação que as aulas têm ocasionado para essas crianças.

O que tem acontecido é que as crianças tem que cumprir seu horário sentadas, ouvindo coisas que não as motivam e nem interessam, e isso faz com que elas escapem mentalmente, não prestem atenção, fiquem fazendo outras coisas na carteira, brincando, ou até mesmo atrapalhando os colegas. Muitos são “diagnosticados” nas escolas como TDAH.

Será que realmente existe esse transtorno em todas as crianças ou será que o conteúdo na forma que está sendo dado é que está fazendo com que essas crianças fiquem dispersas e agitadas?

Atualmente as crianças e jovens são muito mais ativos. Precisam de pequenos intervalos para levantar e se movimentarem.

O educador precisa ser humilde e assumir que não sabe tudo e que dentro da educação estamos sempre aprendendo também com nossos alunos. Sendo assim, deve se encorajar a buscar novas perspectivas na forma de ensinar e motivar seus alunos com novas estratégias e novos paradigmas.

Isso também sem esquecer de que é necessário ter um olhar para o emocional de seu aluno, porque isso é o que muitas vezes interfere mais na aprendizagem, do que só se preocupar com a parte cognitiva.

Procurar dar aulas que desenvolvam a escuta desse aluno, dialogar, provocar discussões e debater assuntos para troca de experiências e conhecimentos e passar o conteúdo através das conclusões pertinentes ao assunto abordado.

Com certeza nossas crianças e jovens ressignificarão o papel da escola e o porquê ela é importante para toda a sua vida.

(imagem retirado do google)


Sugiro assistir esse vídeo – “Quando sinto que já sei”



2 de fev. de 2017

As Aulas vão começar. Chegou a hora da adaptação das crianças nas diferentes situações.



A primeira dúvida que surge na cabeça dos pais quando a criança vai iniciar sua entrada na escola é sobre a adaptação. E nesses pensamentos aparecem algumas contradições. Ao mesmo tempo em que as mães desejam ver sua criança entrar feliz, sair correndo para brincar e aceitar bem a professora, elas sentem uma profunda dor quando isto acontece. Surgem vários sentimentos, e as mães sentem-se culpadas, com ciúmes, medo de perder seu/sua filho(a), ou que ele(a) não vai mais amá-las. Mas esses sentimentos passam rápido e as mães começam a vibrar com as novidades que surgem dia após dia.
Não dá para dizer que quando seu/sua filho(a) entra no berçário a adaptação é mais fácil, pelo fato de ele(a) ainda não falar. Ele(a) só não consegue expressar verbalmente seus sentimentos, mas também passa pela fase de adaptação. Levar objetos que a criança costuma utilizar em casa,  como uma naninha, brinquedos do berço ou bichinhos de pelúcia ajudam na adaptação. E ficar em observação se a criança está se alimentando e dormindo bem.
Para facilitar a adaptação da criança ela precisa sentir que seus pais estão tranquilos e seguros com a escola que escolheram para ela, mesmo que estejam com o coração apertado.
Não dá para negar que toda a família fica apreensiva. A criança, de repente, vai conviver com pessoas que não conhece, ter novas regras, dividir seu espaço e seus brinquedos com outras crianças.
Por isso é importante que os pais escolham a escola com que mais se identificaram, onde se sentiram seguros para deixar seu maior tesouro.
Conversar com a professora que irá ficar com seu filho a respeito do que ele gosta, seus costumes, sua rotina, também a ajudará a conhecer um pouco a criança e os pais a conhecerem um pouco mais a educadora.
A possibilidade da mãe ou de quem cuida da criança estar junto com a ela nos primeiros momentos é muito importante, mas não se deve esquecer de que a “autoridade” é da professora e a mãe está junto para auxiliá-la, se necessário, e acolher seu filho.
Outra coisa importante é não mentir para a criança. Explique que ela vai para a escola, que você vai levá-la, buscá-la e que a acompanhará no início. Fale de seus amiguinhos, da professora, de como é a escola e o que vai acontecer por lá. Mas sem exageros  para não frustrá-la.
Em hipótese alguma saia escondido da criança na fase de adaptação. Diga que irá trabalhar (ou o que irá fazer) e que depois volta para buscá-la. Pode ser que ela chore, mas vai confiar e acreditar em você, sentindo-se segura. A professora deve sempre tentar acalmar a criança e, caso ela não consiga e sinta que a criança está sofrendo, deve chamar a mãe ou o cuidador responsável. A adaptação deve ser gradativa. Quando for buscar seu/sua filho(a) é importante escutar o que ele(a) tem a dizer e perguntar o que aprendeu, mas nunca pressione se ele(a) não quiser lhe contar.
Os pais devem ter a certeza de que a escola será boa para seu/sua filho(a). Ele(a) aprenderá  a se socializar, resolver seus probleminhas, esperar um pouco para ser atendido(a), desenvolver autonomia e fazer amigos.
Serão vários os momentos em que as crianças e adolescentes passarão por adaptações e readaptações escolares. Isso não se aplica apenas à entrada em berçários, creches ou escolas. Também ocorre a adaptação nas transições do berçário para a Educação Infantil, da Educação Infantil para o Fundamental I, do Fundamental I para o II, do Fundamental II para o Ensino Médio, mudança de escolas no meio do processo, enfim, há vários momentos de adaptação e readaptação na vida escolar das crianças.
Para esse processo ser tranquilo é preciso que os pais estejam sempre ao lado de seus filhos(as).
Enfim, devemos nos colocar no lugar de nossos(as) filhos(as) para podermos auxiliá-los(as) nessas fases e transições.