6 de dez. de 2022

O psicopedagogo e o auxílio no processo da escolha profissional do adolescente

 

A adolescência é um período de transição da infância para a idade adulta e nesta fase uma das decisões mais importantes dos jovens é a escolha do caminho profissional. Diante disso, os adolescentes necessitam de orientações e encaminhamentos, minimizando o estresse da escolha e possíveis conflitos.

A pressão social sobre o jovem na fase de terminar o ensino médio e prestar o vestibular para ingressar na faculdade muitas vezes é prejudicial e desgastante para os adolescentes e para a família.

A família tem papel fundamental neste contexto, mas é importante não deixar que as influências familiares sejam as únicas referências para o adolescente. Há famílias que desejam que seus filhos sigam determinada área porque foi a mesma profissão que eles tiveram e, há também os pais que encorajam seus filhos a fazerem o curso que eles sonhavam em fazer e não o fizeram por diversos motivos. Quando isso entra em conflito com os desejos pessoais do jovem traz ainda mais pressão para o processo como um todo.

O que as famílias precisam fazer para colaborar com essa decisão é dialogar, deixar o jovem à vontade para expor suas opiniões, dúvidas e inseguranças. Também é preciso buscar entender o que eles estão sentindo e motivar em vez de só exigir. Desta maneira, o adolescente irá fazer sua escolha, mas isso não significa que ele terá que seguir para o resto de sua vida esta mesma carreira. Ele precisa sentir que tem a capacidade de escolher o que melhor lhe convier, sendo possível fazer várias escolhas.

Os jovens criam muita expectativa e se sentem inseguros em relação ao futuro e a pressão constante da família e da sociedade faz dessa escolha um momento crítico na vida deles. Nesse momento, um psicopedagogo poderá contribuir de maneira satisfatória no processo de decisão da escolha profissional para aqueles que, de alguma maneira, estão indecisos sobre qual caminho seguir. O profissional pode ajudar no enfrentamento desse momento. Ele vai incentivar cada passo do adolescente, apresentar modelos de como encarar as dificuldades e fortalecer a decisão com um todo.

Essa ajuda profissional também reduz o medo e a insegurança, favorecendo um ambiente com estímulos que gerem prazer, relaxamento e controle da situação.

Enfim, a orientação psicopedagógica favorece a decisão não só do que o adolescente quer fazer, mas, principalmente, do que ele quer ser.






15 de out. de 2022

Ser professor.

 

Ser professor é plantar uma sementinha em cada aluno no solo do saber e criar possibilidades.

Dar os melhores nutrientes para cada um desenvolver sua plantinha de acordo com seu tempo.

 Regá-la com muita paciência, dedicação, amor e atenção.

E cada flor e fruto dessa plantinha é gratificante, porque ele sabe que participou desse processo até sua colheita.


Educar é semear com sabedoria e colher com paciência. (Augusto Cury)




 

 


15 de abr. de 2022

Como os educadores devem lidar com os alunos que chegam de volta para as aulas presenciais

 

Após quase dois anos de ensino remoto, os alunos estão chegando no ensino presencial com muitas dificuldades, defasagens, ritmos diferentes de aprendizagem e, principalmente, com aspectos socioemocionais abalados.

As crianças voltaram para a escola com muita alegria, mas também com muito medo, insegurança, e questionamentos como por exemplo, como abraçar seus colegas ou beijar a professora depois de tudo isso?

A escola tem responsabilidade com a formação integral desses estudantes e as competências socioeducacionais precisam ser trabalhadas e desenvolvidas, mas, não é fácil para os educadores lidarem com toda essa responsabilidade. Eles receberam crianças e adolescentes com uma realidade muito diferente da que vivíamos antes da pandemia. Nesse cenário, os educadores têm que olhar com muita dedicação as dificuldades cognitivas e o comportamento socioemocional de cada aluno, saber lidar com individualidade, pois cada um teve, nesse período, realidades muito diferenciadas. Precisam ter estratégias para conseguirem atingir as competências socioeducacionais para, de maneira paralela, irem desenvolvendo a aprendizagem cognitiva.

As crianças ficaram dois anos sem contatos presenciais e perderam o hábito de esperar o outro falar, respeitar a opinião do outro, sentir empatia diante das situações, muitas vezes inesperadas, e isso restringiu as trocas de experiências, que são fundamentais no convívio escolar. 

Cabe ao educador ter muita sensibilidade para resgatar esses comportamentos nas crianças e adolescentes com propostas diferenciadas, porque cada criança e adolescente está aprendendo e lidando a situação do seu jeito. Acima de tudo, os alunos precisam sentir confiança nos seus educadores, agora muito mais do que antes.

Se necessário, família e escola podem buscar ajuda de profissionais capacitados, tais como psicólogos e psicopedagogos. Buscar essa parceria pode ser produtivo para auxiliar a desenvolver nesses alunos um novo significado nas competências socioemocionais e na aprendizagem.

Hoje a escola se tornou um espaço de reencontro, de ressocialização e de resgate pedagógico, um lugar onde precisa existir muito afeto e atenção. Ela proporciona a alegria do reencontro, o prazer em estar junto aos amigos e educadores, um local de muitas trocas e aprendizados e não apenas de obrigações referentes a notas.

 

                                                 (foto retirada do https://pixabay.com/pt/ )