2 de fev. de 2014

Dicas para pais de crianças que estão em fase de adaptação na escola


Indo pra escola
                                                      (foto retirada do google)

Esse período de adaptação é muito difícil tanto para as crianças quanto para os pais.
Toda família deve se preparar para a fase de adaptação da criança na escola, que na maioria das vezes leva apenas alguns dias, mas, para algumas crianças essa adaptação leva mais tempo.
- Orientar os pais a preparar a criança para a vinda à escola. É normal a criança ficar ansiosa e insegura, mas são os pais que, na maioria das vezes, passam essa insegurança para as crianças, porque eles também se sentem inseguros.
- Os pais devem conversar bastante com a criança, explicando-lhe o que vai ocorrer com ela, sem ocultar, mentir ou inventar histórias.
- A escola deve mostrar para os pais que essa separação apesar de dolorosa e muitas vezes causar culpa (principalmente nas mães) é necessária e logo será superada.
- O choro é frequente, mas nem sempre significa que a criança não queira ficar na escola.
- A ausência do choro não significa que a criança não esteja sentindo a separação, portanto deve ser respeitada a ansiedade da criança em ficar na escola.
- Orientar que a mãe nunca deve sair escondido da criança, pois isso causa mais insegurança.
- Cada criança é única, logo o período de adaptação de cada criança deve ser respeitado e avaliado individualmente.
- É muito importante que os pais não se atrasem para buscarem seus filhos para que eles não se sintam inseguros, achando que não voltarão para casa ou foram esquecidos.
- Quando for buscar a criança sempre pergunte como foi o seu dia, o que fez, mas, se ela não quiser comentar não force, haja com naturalidade.
- Os pais devem tentar evitar falar sobre as preocupações ou comentar na frente da criança sobre sua adaptação.
- É recomendado evitar grandes alterações durante esse período de adaptação: mudança de residência; retirada do bico ou das fraldas; mudança das mobílias do quarto da criança; etc.
- Poderão ocorrer algumas regressões de comportamento durante o período de adaptação, assim como alguns sintomas psicossomáticos como dorzinhas de barriga, vômito e até um pouco de febre.

- Aos poucos, essa fase vai trazendo segurança tanto para os pais quanto para as crianças. Os pais começam a confiar na escolha que fizeram e lidam com mais tranquilidade com a situação e percebem que essa etapa é fundamental na construção da personalidade da criança, na sua autonomia e independência.

6 de jan. de 2014

ESTE TEMA CONTINUA POLÊMICO: INCLUSÃO ESCOLAR

É preciso estar atento ao falar em inclusão escolar no que se refere à adaptação das escolas para receber alunos com dificuldades  de aprendizagem ou alguma necessidade mais específica.
Primeiramente precisamos refletir que em muitas dificuldades apresentadas na aprendizagem nas escolas nem sempre a criança apresenta alguma deficiência.
Muitas vezes esta dificuldade acontece por falta de recursos educacionais e por conta de profissionais que estão atuando sem o preparo necessário para atender as solicitações e necessidades de seus alunos. Dentre os fatores que podem influenciar na inclusão e na aprendizagem podemos listar os seguintes: a maneira de ensinar, estratégias utilizadas, falta de criatividade, desinteresse em buscar projetos novos e motivadores, forma de avaliar, atividades extracurriculares que não condizem com o aprendizado, profissionais não capacitados, coordenação desinteressada, problema de relacionamento entre o educador e o aluno, falta de orientação aos pais.
Tudo influencia e dificulta a inclusão nas escolas. Aceitar matricular uma criança com dificuldade de aprendizagem ou até mesmo com um transtorno de aprendizagem não significa incluir esta criança na escola.
A escola tem que ser acessível para todos, usando recursos educacionais adaptados à necessidade da criança na sua individualidade. A inclusão é um processo de adaptação da escola para que ela atenda as necessidades buscando os melhores meios para a criança aprender e estar inserida neste contexto. Portanto, não se trata de ajustar este aluno no contexto escolar, mas sim, o contrário. E isso infelizmente não tem acontecido da forma como deveria ser.
É muito difícil tanto para a escola quanto para os professores atenderem estas necessidades, pois se sabe que dependendo da deficiência, principalmente quando é neurológica, é necessário um atendimento diferenciado. Porém, se essa inclusão for obtida com êxito toda a comunidade escolar será beneficiada. Precisamos também incentivar nossos alunos a serem solidários e conviver com as diferenças, assim a escola terá como objetivo o bem comum, tanto para a criança com deficiência como também para as outras.
Em relação à criança com dificuldade de aprendizagem, o professor precisa ter uma compreensão no processo neurobiológico para entender como funciona a aprendizagem dessa criança em relação ao cérebro e ao sistema nervoso.
Os termos distúrbios, transtornos, dificuldades e problemas de aprendizagem têm sido usados de forma aleatória, mas na verdade cada um tem suas particularidades. Esse conhecimento com certeza favoreceria a aprendizagem e diminuiria de forma significante esses problemas. (PANISSET, 2008). E isso é conseguido através da capacitação dos profissionais por intermédio de cursos, leituras e discussões.
De qualquer forma, falta um olhar diferenciado para essas crianças, pois muitas vezes um encaminhamento psicopedagógico resolveria a angústia dessas crianças que acabam sendo discriminadas e não incluídas na instituição escolar. Além disso, na maioria das vezes, em um período curto de acompanhamento esse processo de aprendizagem seria resolvido e a criança continuaria sua vida escolar sem mais nenhuma defasagem.




29 de dez. de 2013

FELIZ ANO NOVO!!!!

“Nós abriremos o livro. Suas páginas estão em branco. O 

livro chama-se "OPORTUNIDADES" e seu primeiro capítulo 


é o Dia do Ano Novo. O autor é  VOCÊ ". 

FELIZ ANO NOVO!!!!!

 

19 de nov. de 2013

A MOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

O processo de aprendizagem é muito complexo porque envolve sistemas e habilidades diversas, inclusive as motoras. Sendo assim, devemos entender a importância em adquirir determinados conceitos e movimentos que irão viabilizar e facilitar todo o processo de aprendizagem nesse período da educação infantil, facilitando a aprendizagem da leitura e da escrita.
Na maioria das vezes, quando a criança apresenta uma dificuldade de aprendizagem, a causa do problema não está relacionada ao nível escolar que está frequentando no momento, mas está relacionada ao fato de ter havido alguma falha no início desse processo, que é iniciado na educação infantil.
As habilidades básicas são condições mínimas para uma boa aprendizagem, e constituem a estrutura da educação psicomotora que é tão importante no processo de ensino-aprendizagem.
Para que ocorra esse desenvolvimento psicomotor, o professor precisa construir e reconstruir o seu saber, a partir de meios e estratégias para estimular suas crianças no desenvolvimento desse processo.
Os principais aspectos a serem destacados são: esquema corporal, lateralidade, organização espacial e estruturação temporal. Também é importante trabalhar as percepções e a motricidade ampla e fina.
O educador deve desenvolver atividades significativas com crianças de 0 a 6 anos com o objetivo de promover o processo ensino-aprendizagem na educação infantil. Para isso o professor e demais profissionais que atuam na educação infantil devem conhecer o desenvolvimento das crianças para atuarem de acordo com suas faixas etárias e dentro de seus limites.
Um esquema corporal mal constituído resultará em uma criança que não coordena bem seus movimentos, veste-se ou despe-se com lentidão, as habilidades manuais lhe são difíceis, a caligrafia é feia, sua leitura é inexpressiva, não harmoniosa. (MORAIS, 2002)
Um bom trabalho com a motricidade proporciona à criança realizar com facilidade atividades do dia a dia para se tornarem mais independentes, além de passar pelo processo de alfabetização com um desempenho significativo, com mais segurança e destreza.
É muito importante termos conhecimento de que o processo de linguagem escrita na criança não se inicia na alfabetização. Sendo assim, a criança deve ser estimulada a realizar atividades que envolvam movimentos com o corpo todo, e consequentemente com as mãos e dedos de forma que futuramente ela tenha melhor habilidade para usar a motricidade fina com o uso do lápis, entre outros.


TRABALHAR COM ARGILA DESENVOLVE MUITAS HABILIDADES PSICOMOTORAS. 





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29 de out. de 2013

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM NOSSA EDUCAÇÃO?

Hoje a escola deve formar seus alunos e não apenas instruí-los. Sendo assim, o papel do professor é primordial no processo de aprendizagem e com os novos processos de formação continuada, faz-se necessário cada vez mais melhorar sua capacitação buscando novos conhecimentos e atualizações.
Tenho observado queixas de professores, dizendo que seus alunos não leem, não decodificam, não sabem interpretar, fazer uma redação e não conseguem resolver problemas, pois não entendem o problema. Infelizmente, alguns alunos chegam ao final da Educação Básica não sabendo ler nem escrever. Pode parecer exagero, mas tenho conhecimento de adolescentes que estão nessa situação.
O ensino nas escolas públicas não tem conseguido atingir todos os alunos na aprendizagem da leitura e escrita. O sistema de ensino de educação continuada, que é aquele onde se aguarda que no ano seguinte o aluno consiga atingir o nível desejado, limita o trabalho e a autonomia dos professores, e, muitas vezes, este aluno acaba chegando no Ensino Médio sem saber ler nem escrever.
Para que os alunos tenham interesse em aprender e criem competências cognitivas, faz-se necessário criar novas situações de aprendizagem significativas e atraentes, em que os alunos sintam prazer, interesse e se motivem a ir à escola e estudar visando perspectivas positivas para seu futuro profissionalizante e como cidadãos ativos, autônomos e responsáveis, com direitos e deveres.
Segundo Charlot (2005, p. 55) “[...] uma aula interessante é aquela em que ocorre o encontro do desejo com o saber”. Sendo assim, todos os envolvidos no processo educativo devem ter claro que aprender algo é adquirir conhecimentos que possam ser transformados e adaptados à realidade de cada pessoa. Estes conhecimentos necessitam ser compreendidos, para que possam ser questionados.
É preciso também melhorar a formação dos docentes, pois eles são os mediadores do conhecimento e devem incentivar seus alunos a questionar, despertar neles a curiosidade e a vontade de aprender, motivá-los para descobrir conceitos e conteúdos significativos, usando sua metodologia e domínio no conteúdo que desejam atingir.
Um professor experiente e atento é capaz de perceber progressos e dificuldades em seus alunos. Quando a dificuldade fica evidente e começa a prejudicar o processo cognitivo desse aluno, faz-se necessário investigar se não existe uma dificuldade de aprendizagem.

Estas dificuldades podem ocorrer por inúmeros fatores, orgânicos ou emocionais, que acabam sendo descobertos nas salas de aula por professores atentos e preocupados com o desenvolvimento de seus alunos.
                                                    Imagem retirada do Google.