15 de out. de 2014

UM RECADINHO AO PROFESSOR

Por meio deste texto, gostaria de mostrar um pouco da importância do papel do professor em nossas vidas.Se pensarmos um pouco na nossa história escolar vamos notar que até hoje temos lembranças de alguns professores que nos ensinaram coisas que nos marcaram, a forma como foram transmitidos esses conhecimentos e como isso se tornou inesquecível em nossas memórias. Eles plantaram em nós sementes e até hoje colhemos seus frutos. Isso porque transmitiam conhecimento junto com o amor e dedicação. Amavam sua profissão. O professor que ensina com amor e dedicação passa segurança e autonomia para o aluno pensar, escolher, sentir prazer e criar. Temos que ensinar nossos alunos a pensar, pesquisar, fazer sínteses, serem independentes, autônomos, se comunicar, enfim a serem social e emocionalmente desenvolvidos. Para isso devemos transformar a sala de aula num lugar dinâmico e participativo, aproximando a teoria da prática. Também devemos quebrar alguns paradigmas e reaprender a ver a ludicidade como ponte para uma educação transformadora. O professor precisa ter um compromisso com o trabalho, fazendo o seu melhor, revestido de amor, coragem e dedicação. Sei que esse trabalho não é fácil, mas cabe a nós, professores, plantarmos uma sementinha em cada um de nossos alunos para que um dia eles colham da mesma maneira que hoje colhemos a semente que alguns professores plantaram em nós. Seja você o professor que irá fazer a diferença na vida do seu aluno!

9 de set. de 2014

É PRECISO MATERIAIS E ESPAÇO FÍSICO PARA TRABALHAR A PSICOMOTRICIDADE?

Vamos iniciar o texto respondendo à pergunta do título: não! Não basta o profissional ter recursos físicos e materiais para trabalhar a psicomotricidade. Ele tem que ter capacitação para usá-los e saber explorar esses recursos como um todo, sempre pensando e buscando o desenvolvimento global das crianças.

Muitas vezes ouvimos de professores de educação infantil e séries iniciais que não conseguem trabalhar o desenvolvimento psicomotor dos alunos por falta de espaço e material, mas isso não é motivo para não se trabalhar a psicomotricidade, que é tão importante nessa faixa etária. 
Para um bom trabalho da psicomotricidade, o professor precisa, primeiramente, planejar para não perder o foco do seu objetivo. Caso contrário, ele não poderá avaliar se seu trabalho está alcançando o resultado desejado.
O professor precisa ser observador e introduzir nas atividades diárias o que perceber que é necessário para o desenvolvimento psicomotor da criança. A motricidade está ligada com a afetividade. Precisamos observar todo o movimento da criança e explorar toda riqueza que existe nela, respeitando as diferenças de cada um.
Segundo Peçanha “É imprescindível que construamos concepções, estas sim são perenes e verdadeiras”. Se existe uma concepção no planejamento do professor ele sempre irá encontrar no dia a dia uma forma de executar seu trabalho diante da realidade apresentada.
É lógico que se houver materiais e recursos para trabalhar a motricidade isso vai facilitar o trabalho do professor, mas somente materiais e recursos não são suficientes. É preciso que o professor saiba utilizá-los da melhor maneira possível e a seu favor, beneficiando assim o aluno. Por isso é importante o planejamento com a concepção, pois, se não tivermos os materiais ou recursos iremos recriar as mesmas dinâmicas a partir daquilo que possuímos no momento.
O ambiente educativo pode ser construído em qualquer espaço físico. Desde que o professor saiba explorar toda a riqueza que existe dentro dele.
Esse espaço físico deve ser explorado de maneira prazerosa para a criança e a melhor forma para ocorrer esse desenvolvimento é tornando uma concepção mais lúdica.
Sendo assim, a criança vai explorar o ambiente e nesse mesmo ambiente vai poder viver uma porção de faz de contas que serão muito importantes para desenvolver sua percepção. Ela irá testar, errar, acertar e concluir. Tudo isso porque ela vai explorar e construir com todos os recursos disponíveis e não podemos nos esquecer de que neste ambiente ela irá interagir com outras crianças. Essa troca de vivências e experiências irá enriquecer ainda mais o ambiente favorecendo o trabalho da psicomotricidade em um ambiente acolhedor e humanizado.

                                                  (foto retirada do google)

1 de abr. de 2014

O BRINCAR NO OLHAR DA CRIANÇA E DO ADULTO

O olhar de uma criança é transparente, autêntico, singular, nele podemos ver com toda clareza suas alegrias e tristezas. Sua espontaneidade está sempre presente em tudo que ela faz.
Se observarmos as crianças por onde passamos, seja nas ruas, numa praça, na escola, poderemos percebê-las simbolizando muitos papeis, se exercitando, usando muito sua criatividade. Com certeza tudo isso está contribuindo para o seu desenvolvimento. 
A criança sempre brinca. Observa-se, frequentemente, a atividade lúdica presente enquanto comem, enquanto realizam atividades de higiene e o quanto relutam em parar de brincar para realizar estas atividades ou até mesmo para dormir. O mundo lúdico é o elo entre a realidade interna e a realidade externa, compartilhado com outras pessoas.
A verdadeira comunicação se dá neste ambiente de brincadeira. O brincar é essencial, diz Winnicott, porque é através dele que se manifesta a criatividade (WINNICOTT, 1975, p.80).
A interação lúdica relacionada com o cognitivo e o afetivo proporciona um amadurecimento emocional e vai aos poucos construindo a sociabilidade infantil.
O momento em que a criança está absorvida pelo brinquedo é um momento mágico e precioso, em que está sendo exercitada a capacidade de observar e manter sua atenção concentrada. Isso proporcionará experiência e produtividade quando adulto.
Segundo Lapierre, o adulto, na função de educador, reeducador ou terapeuta tem um papel importante no desenvolvimento infantil. Para isto ele deve ter conhecimento teórico, objetivos bem definidos e principalmente um olhar da própria vivência a fim de obter o autoconhecimento e autoconsciência, e só então poderá entender o que a criança vivencia. Desta forma, o adulto estará mais preparado para interagir com o mundo infantil, de maneira adequada às necessidades da criança, sem projetar-se.
O educador ou o adulto que está interagindo na brincadeira com uma criança deve ser também um facilitador da mesma deixando-a manifestar seu eu interior de forma espontânea e criativa, dando abertura para desenvolver sua autonomia.
É necessário que a criança adquira confiança em quem vai trabalhar com ela. Winnicott nos remete a esta questão em seu livro “O Brincar e a Realidade”, onde cita que a criança só se exprime criativamente quando brinca, e para que isto ocorra na presença do adulto, é preciso que sinta a disponibilidade do mesmo.
Vygotsky vem quebrar a dicotomia de que o mundo adulto é sério e real e que o   mundo infantil é lúdico e fantasioso. Fantasia e realidade se realimentam e possibilitam que a criança, assim como os adultos, estabeleça conceitos e relações, insira-se enquanto sujeito social. Ele sinaliza que, ao brincar, a criança não está só fantasiando, mas fazendo uma ordenação do real.
Sendo assim, o adulto ao brincar com uma criança, deve buscar sua criança interior e fazer este momento prazeroso. Deve também propiciar um ambiente que facilite suas descobertas e seu crescimento como um todo.
"Ao brincar com a criança, o adulto está brincando consigo mesmo".

(Carlos Drummond de Andrade)



2 de fev. de 2014

Dicas para pais de crianças que estão em fase de adaptação na escola


Indo pra escola
                                                      (foto retirada do google)

Esse período de adaptação é muito difícil tanto para as crianças quanto para os pais.
Toda família deve se preparar para a fase de adaptação da criança na escola, que na maioria das vezes leva apenas alguns dias, mas, para algumas crianças essa adaptação leva mais tempo.
- Orientar os pais a preparar a criança para a vinda à escola. É normal a criança ficar ansiosa e insegura, mas são os pais que, na maioria das vezes, passam essa insegurança para as crianças, porque eles também se sentem inseguros.
- Os pais devem conversar bastante com a criança, explicando-lhe o que vai ocorrer com ela, sem ocultar, mentir ou inventar histórias.
- A escola deve mostrar para os pais que essa separação apesar de dolorosa e muitas vezes causar culpa (principalmente nas mães) é necessária e logo será superada.
- O choro é frequente, mas nem sempre significa que a criança não queira ficar na escola.
- A ausência do choro não significa que a criança não esteja sentindo a separação, portanto deve ser respeitada a ansiedade da criança em ficar na escola.
- Orientar que a mãe nunca deve sair escondido da criança, pois isso causa mais insegurança.
- Cada criança é única, logo o período de adaptação de cada criança deve ser respeitado e avaliado individualmente.
- É muito importante que os pais não se atrasem para buscarem seus filhos para que eles não se sintam inseguros, achando que não voltarão para casa ou foram esquecidos.
- Quando for buscar a criança sempre pergunte como foi o seu dia, o que fez, mas, se ela não quiser comentar não force, haja com naturalidade.
- Os pais devem tentar evitar falar sobre as preocupações ou comentar na frente da criança sobre sua adaptação.
- É recomendado evitar grandes alterações durante esse período de adaptação: mudança de residência; retirada do bico ou das fraldas; mudança das mobílias do quarto da criança; etc.
- Poderão ocorrer algumas regressões de comportamento durante o período de adaptação, assim como alguns sintomas psicossomáticos como dorzinhas de barriga, vômito e até um pouco de febre.

- Aos poucos, essa fase vai trazendo segurança tanto para os pais quanto para as crianças. Os pais começam a confiar na escolha que fizeram e lidam com mais tranquilidade com a situação e percebem que essa etapa é fundamental na construção da personalidade da criança, na sua autonomia e independência.