Com este blog tenho como objetivo entrar em contato com professores, coordenadores pedagógicos, mantenedores de escolas e pais de crianças que estejam apresentando Dificuldades de Aprendizagem para auxiliar e orientar buscando estratégias diferenciadas para proporcionar um desenvolvimento adequado no processo ensino-aprendizagem destas crianças.
29 de dez. de 2016
2 de mar. de 2016
O olhar da Psicopedagogia no processo de aprendizagem.
O olhar psicopedagógico no
processo de aprendizagem do aluno é com relação a preocupação de
promover um crescimento cognitivo e
construir competências e habilidades de utilização permanente nas suas vidas.
Sendo assim, o professor deve compreender que o conhecimento que ele pretende
transmitir é um processo de construção que leva ao alcance dos seus objetivos e
“provoca” a cognição dos seus alunos.
Para isso deverá pensar em
estratégias que busquem a melhor forma de construir esse conhecimento, sempre
refletindo que cada aluno tem a sua forma de aprender e que não existe um
modelo de aprendizagem. Portanto, cabe ao professor variar nas estratégias,
pois dessa forma atingirá todos seus alunos nas suas diferenças individuais no
que se refere a aprendizagem.
O aluno aprenderá com mais
facilidade quando sente prazer no ato de aprender, quando o conteúdo possui um
significado para sua vida. É neste momento que entra a criatividade do
professor para organizar experiências de aprendizagem significativas,
envolventes, que atinjam o interesse dos alunos.
Uma excelente alternativa
para a aprendizagem é quando os alunos vivenciam e experimentam na prática o
conteúdo. Isso facilita a compreensão das bases teóricas. Além disso, partir da
prática para a teoria facilita a compreensão e evita a memorização sem
compreensão do conteúdo.
A psicopedagogia valoriza
muito o componente afetivo para a aprendizagem. Para o educador conseguir usar
a prática antes da teoria, não pode faltar o desejo de aprender e o desejo de
ensinar. Com materiais simples e com muita criatividade,
professores e alunos podem construir mecanismos de grande utilidade para a
aprendizagem.
Quando um aluno apresenta
dificuldades na aprendizagem, segundo a psicopedagogia, o educador tem que ter
a sensibilidade de resgatar a autoestima do aluno, pois, ninguém consegue
aprender se não se sentir valorizado e
tiver o desejo de aprender e acreditar nas suas possibilidades. O educador não
deve esquecer que um instrumento positivo é o elogio. Elogiar reforça o
interesse e o sucesso na aprendizagem.
A psicopedagogia tem como
objetivo buscar uma melhor compreensão do processo de aprendizagem, ou seja,
contribuir na busca de soluções para a difícil questão do problema de
aprendizagem.
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6 de jan. de 2016
16 de mai. de 2015
OS BENEFÍCIOS DO DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR NA CRIANÇA
Hoje o ser humano moderno
distorce as condições normais para o desenvolvimento da consciência da criança.
Está tudo muito acelerado e não se dá à criança a liberdade dela se desenvolver
dentro de sua capacidade individual de maneira saudável e produtiva. Além
disso, a criança recebe uma quantidade imensa de informações que não consegue
assimilar porque lhe falta vivência.
A relação da mãe com o bebê contribuirá
positivamente para a descoberta e o desenvolvimento adequado da consciência corporal.
Quando eles brincam, a criança começa a vivenciar algumas de suas correlações
sensório-motoras. Nesse processo ela também começa a ser capaz de usar sua
imaginação de uma maneira espacial e temporal que irá trazer muito benefícios em
todo seu desenvolvimento.
A interação entre mãe e bebê é muito
importante. Deve-se estabelecer diálogo com o bebê, músicas, brincadeiras e
atividades lúdicas que fazem com que o bebê seja estimulado por meio do contato
direto com a mãe, desenvolvendo a estimulação cognitiva e psicomotora.
O
desenvolvimento motor é muito importante para a criança desde seu nascimento
até a formação completa de sua maturidade. Todos os movimentos estão interligados,
por isso o estímulo deve estar presente em todas as fases desse desenvolvimento
para uma assimilação positiva de sua aprendizagem desde os primeiros meses de
vida.
Se o desenvolvimento não for bem
trabalhado, desenvolvido e interiorizado, as crianças começam a apresentar as
dificuldades, problemas nas adaptações escolares e todo o processo de sua
aprendizagem escolar passa a ser comprometido.
Os aspectos psicomotores são necessários
para uma interação da criança na fase
infantil, e se bem trabalhados darão frutos positivos, porém, se interrompidos
ou mal trabalhados podem resultar em falhas, apreensões, dificuldades ou mesmo
desencadear um distúrbio, que levará a dificuldades em sua aprendizagem.
A educação psicomotora é formadora de uma
base indispensável a toda criança, pois objetiva assegurar o seu desenvolvimento
funcional. Os fatores psicomotores se interrelacionam, favorecendo cuidados ao
desenvolvimento psicomotor humano desde muito cedo. (Le BOULCH, 1972, p.28)
Le
Boulch (1987) sinaliza que a educação psicomotora pode ser evidenciada como uma
educação de base na primeira infância, em que favorece a criança a tomar
consciência de seu corpo, no tempo e no espaço, possibilitando assim adquirir
melhor a coordenação de seus gestos e movimentos, e se conduzida adequadamente,
pode prevenir dificuldades de aprendizagem.
A prática psicomotora educa a criança a se
movimentar durante todas as fases da sua vida, e com isso contribui para sua
formação e estruturação do esquema corporal. É através do corpo que a criança
descobre o mundo, experimenta diversas situações e sensações, além de ampliar
suas descobertas de como agir.

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7 de abr. de 2015
PAIS E EDUCADORES ESTÃO PREPARADOS PARA SABER SE A CRIANÇA É PORTADORA DE TDAH?
Diariamente, chegam crianças e jovens às escolas com seus “rótulos”: desatentos, desmotivados, avoados, problemáticos, preguiçosos, irresponsáveis, desorganizados, rebeldes...
Esses comportamentos,
dependendo da sua frequência e intensidade, são caracterizados como Transtorno
de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDHA) e vêm gerando muita angústia em
pais, crianças, jovens e professores.
O Transtorno do Déficit de
Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico de causas
genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por
toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e
impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção).
Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD. (http://www.tdah.org.br/sobre-tdah/o-que-e-o-tdah.html)
Tenho atendido em meu
consultório várias crianças com suspeita ou diagnóstico já concluído de Transtorno
de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDHA). Junto com essas crianças e jovens
chegam pais aflitos, inseguros, querendo saber sobre o transtorno e o que podem fazer para seus filhos terem sucesso.
Nós, educadores, deveríamos
refletir por que nossas crianças e jovens andam tão desatentos, agitados e
apáticos?
Por que, cada dia mais, tantas
crianças estão aparecendo em nossas escolas com esses comportamentos e logo
vamos nos antecipando dizendo que são hiperativas?
Segundo Russel A. Barkley
(2002), infelizmente, muitos professores são desinformados sobre o TDAH ou
estão desatualizados quanto ao conhecimento do transtorno e seu controle.
Pais e professores podem juntos
encontrar o melhor caminho a ser percorrido. Nem sempre há necessidade de
medicamentos, existem alternativas antes de usar o medicamento. Muitas vezes
uma terapia fará com que a criança aprenda a se adaptar e enfrentar suas
dificuldades, além de descobrir novas formas de lidar com elas. Um
acompanhamento psicopedagógico poderá ajudar a criança e o jovem a descobrir
novas estratégias de aprender e estudar.
É de extrema importância que
a criança seja acompanhada e diagnosticada corretamente, mesmo porque o
diagnóstico é apenas um ponto de partida para dar continuidade ao tratamento.
O mais importante é que essas
crianças e jovens se sintam aceitos e principalmente amados pelos pais e professores
apesar de suas dificuldades e limitações, já que normalmente eles se sentem
angustiados e fracassados por não conseguirem ser como seus colegas.
Cabe ao educador buscar
novas estratégias, ter mais compreensão e procurar olhar seus alunos como seres
únicos que têm possibilidades de se desenvolverem, respeitando o tempo de cada
um. Devemos também ficar atentos, pois nem todas as crianças e jovens agitados
e desatentos são portadores de TDAH.
(foto retirada do google)
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