17 de mar. de 2019

PAIS: BRINQUEM E PARTICIPEM DA VIDA DE SEUS FILHOS!

 Se quisermos que nossos filhos sejam indivíduos felizes e saudáveis, precisamos ficar atentos e acompanhar o desenvolvimento deles.

Devemos prestar atenção nas necessidades das crianças e adolescentes. Conversar com eles, saber o que pensam, como estão interpretando várias situações do dia a dia e observar o meio em que estão inseridos.
Também é recomendado analisar o que comentam a respeito de seus amigos, quem são esses amigos, suas famílias, o que conversam, do que gostam, com o que sentem prazer. Converse com os amigos de seus filhos, para que saibam com quem eles estão se relacionando.
Nos dias de hoje, as crianças e os adolescentes têm muitos amigos virtuais. Procurem saber quem são esses amigos. Procure estar por perto quando eles conversam com esses amigos e interaja com eles também. Faça-se presente para que esses amigos virtuais saibam que tem um adulto supervisionando. Ao ouvir essas conversas, você irá perceber com que tipo de amigos seus filhos estão se relacionando.
Mostre aos seus filhos que quem direciona a vida deles enquanto pequenos é você, para que eles possam caminhar sozinhos com segurança, confiança, autoestima e autocontrole mais tarde.
Amar seus filhos não é dar tudo o que eles querem. Substitua esses jogos virtuais e TV por brincadeiras, músicas, passeios em família, conversas informais, jogos de tabuleiro.
Abracem, beijem, acariciem e façam cafuné neles.
Eles precisam de contato físico, de acolhimento e respeito. Com certeza eles irão desenvolver o afeto e sentir o que é o amor.
Pais: brinquem com seus filhos para que eles tenham um desenvolvimento cerebral saudável.
Pelo menos uma hora por dia brinque, leia, assista um filme, jogue e faça desse momento um tempo de qualidade e atenção para ele. Respeite para ser respeitado e mostre a importância de respeitar o próximo com sabedoria.
Não superestimule seus filhos com brincadeiras agressivas, com falas sem nenhum significado.
“Brown (1998) estudou 26 assassinos no Texas e observou que ou eles relatavam ausência do brincar ou envolviam-se nesse período da infância e adolescência, em brincadeiras agressivas, bullying, sadismo, crueldade com animais ou no caçoar externo”.
Brincadeiras saudáveis desenvolvem autoconfiança, respeito, limites, mostram que são fortes e podem lidar com os desafios que irão enfrentar no decorrer de sua vida de forma correta e com dignidade.
Fazer tudo isso não é fácil com a vida que muitos têm hoje, mas é possível e necessário. Inclusive, precisamos ficar atentos quando gritam por socorro e a sobre dor emocional que estão passando. Precisamos julgar menos e escutar mais. Precisamos nos aproximar deles com muito amor.
Mostre aos seus filhos que o mais importante é o ser e não o ter. Eles aprenderão a lidar com as frustrações e com isso irão desenvolver ferramentas internas para construir sua felicidade nas pequenas coisas.





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15 de out. de 2018

O ano escolar está terminando. E seu filho, como está?


Mesmo que a criança ou adolescente se dedique aos estudos, muitas vezes, ela não consegue ter um bom rendimento na escola e nem se sair bem nas avaliações.
Surge também um desinteresse pela aprendizagem formal, em aceitar as exigências da escola, realizar as tarefas e trabalhos, ter um hábito de estudo contínuo para as provas. Isso causa um aborrecimento para a família e também para a escola.
Muitos pais, professores e, até mesmo, a escola não conseguem compreender porque o aluno age dessa forma, inclusive tirando notas baixas. Afirmam que não entendem esse comportamento se a criança ou adolescente não apresenta “nenhum problema”.
É preciso analisar e procurar o motivo desse desinteresse, pois, não adianta observarmos apenas o resultado final. Problemas de baixa autoestima, problemas de socialização com os colegas, prejuízo na aprendizagem, fracasso escolar e até a depressão podem estar acometendo essa criança ou adolescente, que, ao contrário do que achamos, já apresenta muitos problemas.
Infelizmente, muitos pais e professores não procuram saber o porquê disso estar ocorrendo e a situação tende a se agravar. Com o tempo, o problema vai aumentando e, muitas vezes, afasta a criança e o jovem, não só da aprendizagem, como também da oportunidade que poderá ter futuramente tanto no seu crescimento pessoal como profissional e social.
Não podemos descartar a aprendizagem fundamental como ler, escrever, interpretar e raciocinar. Essas competências fazem parte da escolaridade e têm que ser adquiridas.
Porém, em cada pessoa as inteligências se combinam de forma diferente. Como diz Howard Gardner: “A Educação precisa justificar-se realçando o entendimento humano”.
De qualquer forma, a criança e o adolescente têm que atingir notas para serem aprovados, mesmo respeitando suas inteligências múltiplas. Isso se faz necessário para dar continuidade no seu desempenho escolar.
Então, é preciso avaliar o que está por trás desse desinteresse e dessa desmotivação diante da aprendizagem.
O que acontece com frequência é que boa parte das crianças não percebe ou desconhece a importância de atingir sucesso na vida escolar. Não são motivadas, nem respeitadas dentro da família e da escola como um ser único e limitado.
Essas crianças, muitas vezes, recebem rótulos de crianças preguiçosas, bagunceiras e desatentas. Sendo assim, não desenvolvem a autoestima necessária para buscar uma aprendizagem significativa.
Hoje em dia muitas crianças e jovens estão desmotivados, frustrados e muitos ansiosos diante da situação de insucesso que estão enfrentando na escola.
E isso gera um prejuízo no seu desenvolvimento não só intelectual e cognitivo, como também social e emocional.
Isso é frequentemente notado nas avaliações psicopedagógicas.
É preciso que a escola e a família estejam conscientes do que está ocorrendo com essas crianças e jovens e busquem juntas as causas para encontrar a solução desse desinteresse.
Nessa situação é importante procurar ajuda de um profissional especialista em psicopedagogia para diagnosticar, dar suporte e intervir positivamente nesse processo de aprendizagem. Isso vai facilitar a construção da autoestima do eu cognocente (intermediação entre desejo e razão) e buscar os obstáculos que impedem essa construção do conhecimento.
















7 de ago. de 2018

ASPECTOS EMOCIONAIS E AFETIVOS COMO FATORES DA APRENDIZAGEM

Ao avaliarmos a importância dos aspectos emocionais e afetivos como fatores da aprendizagem podemos constatar através do estudo bibliográfico que uma boa relação entre professor e aluno contribui para uma educação de qualidade e tem como resultado efeitos positivos diante o processo de ensino aprendizagem, trazendo benefícios para o aprendizado do educando e para a reflexão sobre a prática adotada pelo docente.

Mediante aos autores consultados, conseguimos estabelecer relações entre as teorias a respeito da influência da afetividade no processo de desenvolvimento cognitivo da aprendizagem e notar como se faz importante que o educador amplie laços afetivos como os alunos e procure observar como as relações que acontecem no ambiente escolar influenciam o processo educacional.


A visão de alguns autores nos faz perceber que muito dos problemas que acontecem na sala de aula, como o bullying, podem ter como causa a falta do afeto, podendo comprometer a autoestima do aluno e sua aprendizagem.


Percebe-se que o educando é passível de intervenção através da afetividade, que pode mudar sua atitude frente a um problema quando se sente amado e respeitado. Soma-se a isso o fato de criar cumplicidade com o professor, escola e amigos.


Há uma grande dificuldade para fazer analogias entre o domínio escolar e o social. Bem como com a capacidade de interromper a mesma sem o uso de violência, uma vez que esse domínio lhe serve de escudo para possíveis falhas no conhecimento e medos escondidos.


Concebemos que as dimensões afetivas não podem ser ignoradas e que estas devem ser consideradas pelos professores no planejamento educacional, já que a qualidade das decisões assumidas por eles tem repercussão afetiva e consiste no diferencial que pode transformar a experiência de aprender em uma interação de sucesso ou fracasso.


É preciso resgatar valores de confiança, amizade, respeito, tolerância e compaixão nas escolas. Uma sala de aula focada na segurança emocional e confiança dos seus alunos é a base sólida para que o aprendizado aconteça.

                                                                          (foto retirada do google)

( Considerações finais de um Artigo escrito por Nádia Ramalho, Pós-Graduanda do Curso de Neurociência e Transtornos de Aprendizagem do Centro Universitário de Campo Limpo Paulista).

30 de mai. de 2018

O que devo fazer com meu aluno que está com dificuldade na leitura e escrita


Um problema que muitos educadores têm enfrentado ultimamente dentro da sala de aula é a dificuldade de seus alunos na leitura e escrita.
Portanto, é importante que pais e professores tenham como objetivo comum estimular no dia a dia a leitura na vida das crianças. Desde incentivar a leitura de livrinhos, como também lendo para elas placas e qualquer anúncio que apareça diante de seus olhos. Também é indicado fazer brincadeiras e jogos que despertem a vontade e a curiosidade de ler.
Há muitas maneiras de incentivar isso, basta que os adultos que convivem com essas crianças, saibam e acreditem na importância desses estímulos. A interação entre professores e pais é muito importante para essa finalidade. O aspecto lúdico deve estar sempre presente para tornar esse momento prazeroso para a criança.
Claro que essas estratégias são úteis, mas nem sempre suficientes para estimular e resolver a dificuldade que as crianças apresentam no processo da alfabetização. O professor tem que ter um olhar individualizado para cada situação. E, caso perceba que a dificuldade não está sendo superada, deve orientar os pais a procurarem um profissional de psicopedagogia para avaliar o porquê dessa dificuldade. O quanto antes for investigada a dificuldade e feita a intervenção adequada, melhor e mais rápido será o resultado.
Muitas vezes, algumas crianças mesmo já alfabetizadas apresentam muitas dificuldades ortográficas, trocas fonéticas, dificuldades nas interpretações, pois a leitura está muito defasada e a criança não entende o que lê. Nesses casos também há necessidade da ajuda de profissionais qualificados para detectar o que está causando esta dificuldade ou até se existe algum distúrbio de aprendizagem.
É importante salientar que o tratamento não pode ser o mesmo para todas as crianças com dificuldade de leitura e escrita. A intervenção psicopedagógica é única para cada situação. O papel do psicopedagogo é fundamental para identificar, analisar, planejar e intervir por meio das etapas de diagnósticos e tratamento buscando recursos para dar segurança a essas crianças verificando qual é o caminho que facilita sua aprendizagem.