27 de mar. de 2020

O olhar da Psicopedagogia no processo de aprendizagem.



O olhar psicopedagógico no processo de aprendizagem do aluno é com relação a preocupação de promover um crescimento cognitivo  e construir competências e habilidades de utilização permanente nas suas vidas. Sendo assim, o professor deve compreender que o conhecimento que ele pretende transmitir é um processo de construção que leva ao alcance dos seus objetivos e “provoca” a cognição dos seus alunos.

Para isso deverá pensar em estratégias que busquem a melhor forma de construir esse conhecimento, sempre refletindo que cada aluno tem a sua forma de aprender e que não existe um modelo de aprendizagem. Portanto, cabe ao professor variar nas estratégias, pois dessa forma atingirá todos seus alunos nas suas diferenças individuais no que se refere a aprendizagem.

O aluno aprenderá com mais facilidade quando sente prazer no ato de aprender, quando o conteúdo possui um significado para sua vida. É neste momento que entra a criatividade do professor para organizar experiências de aprendizagem significativas, envolventes, que atinjam o interesse dos alunos.

Uma excelente alternativa para a aprendizagem é quando os alunos vivenciam e experimentam na prática o conteúdo. Isso facilita a compreensão das bases teóricas. Além disso, partir da prática para a teoria facilita a compreensão e evita a memorização sem compreensão do conteúdo.

A psicopedagogia valoriza muito o componente afetivo para a aprendizagem. Para o educador conseguir usar a prática antes da teoria, não pode faltar o desejo de aprender e o desejo de ensinar.Com materiais simples e com muita criatividade, professores e alunos podem construir mecanismos de grande utilidade para a aprendizagem.

Quando um aluno apresenta dificuldades na aprendizagem, segundo a psicopedagogia, o educador tem que ter a sensibilidade de resgatar a autoestima do aluno, pois, ninguém consegue aprender se não se sentir valorizado  e tiver o desejo de aprender e acreditar nas suas possibilidades. O educador não deve esquecer que um instrumento positivo é o elogio. Elogiar reforça o interesse e o sucesso na aprendizagem.

A psicopedagogia tem como objetivo buscar uma melhor compreensão do processo de aprendizagem, ou seja, contribuir na busca de soluções para a difícil questão do problema de aprendizagem.

30 de ago. de 2019

COMO O OLHAR DOS EDUCADORES PODE AJUDAR O EDUCANDO?


Vou iniciar esse texto relatando uma experiência vivida em consultório com uma criança de 8 anos de idade, cuja queixa da família e da escola dizia respeito à falta de foco, comportamento imaturo e desinteresse em geral, e isso estava refletindo na aprendizagem e alfabetização.
Através do processo do  diagnóstico  psicopedagógico identifiquei a falha que existia no início da sua vida escolar, ainda na educação infantil. Mostro com isso a importância do “olhar psicopedagógico” para contribuir com uma intervenção que ajude essa criança a sentir interesse e motivação em relação ao processo de ensino-aprendizagem.
Um olhar através das palavras e comportamentos que não só definem o seu mundo exterior, mas principalmente o mundo interior que essa criança está vivenciando em emoções e pensamentos. No caso em questão, seu emocional está comprometido, pois, seus colegas já conseguem ler e ela ainda não. Se sente inferiorizada e comenta que só ela não sabe.
Segundo Chauí,  os olhos podem ser “a janela da alma e o espelho do mundo”.
Sendo assim,  o processo educativo depende de o educador ter o desejo e se realizar com o ensinar para despertar no aluno o desejo de aprender, buscando as condições necessárias para a sua aprendizagem.
Também não podemos nos esquecer de que cada criança é única e devemos buscar outras estratégias para que o aprendizado aconteça.
Sinto, ainda, na educação a falta de escuta e abertura do educador.  É necessário mudar esse olhar para criar um vínculo maior com o conhecimento do seu aluno de modo individual para que ocorra realmente a aprendizagem.
Essa educação com o olhar apurado demanda uma atenção, presença e entrega ao outro, já que dessa forma o educador será capaz não somente de enxergar o aluno, mas também observá-lo, para compreender como esse aluno pensa, como se relaciona consigo mesmo, com os outros e com o conhecimento. Mas, esse olhar não pode ficar só na mão do professor. É preciso que os pais e escola também percebam a necessidade, limitação e desejo desse educador para que haja a aprendizagem não como uma mera transmissão de informações entre o professor e o aluno, mas uma troca de experiências e participação de todos que estão envolvidos com esse aluno, criando um vínculo para entender não somente o seu mundo exterior, mas também a relação com suas necessidades internas. Isso é preciso pois, se ocorrer uma frustração ou bloqueio de suas necessidades internas, esse aluno não conseguirá internalizar sua aprendizagem.
A escola e o educador devem orientar os pais a procurar um profissional em psicopedagogia pelo bem-estar da criança, para que seu desenvolvimento e crescimento aconteçam de forma saudável, uma vez que esse profissional por ter esse olhar diferenciado ajudará essa criança a melhorar o seu desempenho escolar  e, por consequência, a sua autoestima.


17 de mar. de 2019

PAIS: BRINQUEM E PARTICIPEM DA VIDA DE SEUS FILHOS!

 Se quisermos que nossos filhos sejam indivíduos felizes e saudáveis, precisamos ficar atentos e acompanhar o desenvolvimento deles.

Devemos prestar atenção nas necessidades das crianças e adolescentes. Conversar com eles, saber o que pensam, como estão interpretando várias situações do dia a dia e observar o meio em que estão inseridos.
Também é recomendado analisar o que comentam a respeito de seus amigos, quem são esses amigos, suas famílias, o que conversam, do que gostam, com o que sentem prazer. Converse com os amigos de seus filhos, para que saibam com quem eles estão se relacionando.
Nos dias de hoje, as crianças e os adolescentes têm muitos amigos virtuais. Procurem saber quem são esses amigos. Procure estar por perto quando eles conversam com esses amigos e interaja com eles também. Faça-se presente para que esses amigos virtuais saibam que tem um adulto supervisionando. Ao ouvir essas conversas, você irá perceber com que tipo de amigos seus filhos estão se relacionando.
Mostre aos seus filhos que quem direciona a vida deles enquanto pequenos é você, para que eles possam caminhar sozinhos com segurança, confiança, autoestima e autocontrole mais tarde.
Amar seus filhos não é dar tudo o que eles querem. Substitua esses jogos virtuais e TV por brincadeiras, músicas, passeios em família, conversas informais, jogos de tabuleiro.
Abracem, beijem, acariciem e façam cafuné neles.
Eles precisam de contato físico, de acolhimento e respeito. Com certeza eles irão desenvolver o afeto e sentir o que é o amor.
Pais: brinquem com seus filhos para que eles tenham um desenvolvimento cerebral saudável.
Pelo menos uma hora por dia brinque, leia, assista um filme, jogue e faça desse momento um tempo de qualidade e atenção para ele. Respeite para ser respeitado e mostre a importância de respeitar o próximo com sabedoria.
Não superestimule seus filhos com brincadeiras agressivas, com falas sem nenhum significado.
“Brown (1998) estudou 26 assassinos no Texas e observou que ou eles relatavam ausência do brincar ou envolviam-se nesse período da infância e adolescência, em brincadeiras agressivas, bullying, sadismo, crueldade com animais ou no caçoar externo”.
Brincadeiras saudáveis desenvolvem autoconfiança, respeito, limites, mostram que são fortes e podem lidar com os desafios que irão enfrentar no decorrer de sua vida de forma correta e com dignidade.
Fazer tudo isso não é fácil com a vida que muitos têm hoje, mas é possível e necessário. Inclusive, precisamos ficar atentos quando gritam por socorro e a sobre dor emocional que estão passando. Precisamos julgar menos e escutar mais. Precisamos nos aproximar deles com muito amor.
Mostre aos seus filhos que o mais importante é o ser e não o ter. Eles aprenderão a lidar com as frustrações e com isso irão desenvolver ferramentas internas para construir sua felicidade nas pequenas coisas.





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