20 de set. de 2021

Volta às aulas presenciais. Como ajudar na readaptação das crianças e adolescentes a essa nova realidade?

 Diante do cenário do aumento da população imunizada somado ao fato de muitos pais já terem voltado a trabalhar presencialmente, as famílias foram sentindo a necessidade de as crianças voltaram para as escolas. Além disso, há a questão do convívio social, que é extremamente importante para todas as crianças. Porém, famílias e escolas estão com dificuldades em readaptar essas crianças ao retorno para as aulas presenciais.

Muitas crianças, principalmente na educação infantil estão sentindo mais dificuldade em se adaptar, pois muitas delas nem lembram como era conviver socialmente e algumas nem tiveram a oportunidade dessa convivência.

Nós adultos, família e educadores temos que ter muita paciência e entender a individualidade de cada criança e adolescente. Cada uma vai demonstrar sua dificuldade em se adaptar novamente a essa realidade atual. A família e a escola sempre devem caminhar juntas para que essa adaptação seja tranquila e segura. Acima de tudo, as crianças precisam se sentir acolhidas e não julgadas.

Um fator importante a se considerar é saber como cada família enfrentou a pandemia, se houve perdas na família, perdas financeiras, como foi explicada toda essa situação da pandemia para seus filhos e qual orientação eles receberam. Não podemos nos esquecer de que cada criança é única, logo, cada uma vai ter um comportamento próprio de acordo com o impacto que ela sentiu.

O papel da família para colaborar com essa readaptação é  conversar com as crianças e adolescentes sobre as necessidades de higienização, uso e troca da máscara e sobre o distanciamento social. Eles se adaptam muito mais fácil do que nós adultos, mas, é importante criar uma rotina, fazer combinados e sempre pedir ajuda das crianças e adolescentes. Eles irão se sentir mais tranquilos, acolhidos e seguros, sendo assim a readaptação mais fácil.

Procure entender as emoções das crianças, sem cobrar ou questionar. Se eles perceberem que os adultos que estão convivendo com eles estão seguros, eles também se sentirão mais seguros.

A parceria com a escola também é muito importante para os alunos maiores, que já tem conteúdos didáticos, pois eles irão sentir, além da readaptação social, a readaptação da aprendizagem presencial, que já ficou muito distante da realidade que eles estavam acostumados. Isso pode acontecer principalmente para aqueles que iniciaram a fase da alfabetização.

Nesses casos, se as crianças e adolescentes não conseguirem acompanhar o ensino e isso persistir mais do que o esperado, as escolas devem orientar os pais para procurarem uma ajuda profissional. Pode ser um psicólogo, caso tenha problemas emocionais ou um psicopedagogo, caso haja dificuldade na aprendizagem ou atraso em relação ao conteúdo programático.

O importante é o olhar da família e da escola, observando individualmente o comportamento e o desenvolvimento gradativo das crianças e adolescentes nessa nova realidade.





24 de mai. de 2021

Por que sempre precisamos conversar com nossos filhos?

 Quando uma criança nasce, o primeiro grupo social a que ela pertence é a família, que é a base, o alicerce de toda sua estrutura. É na família que a criança vai buscar apoio, carinho, atenção, estímulo, atitudes, valores, segurança e equilíbrio emocional que são fundamentais para um desenvolvimento infantil saudável.

Conversar  é uma prática que deve ser feita não somente depois que a criança nasce, mas desde o ventre materno.

Ainda dentro da barriga da mãe se inicia o vínculo afetivo.  A partir da 20º semana ele já consegue escutar sons e reagir a eles, essa conversa ajuda a criar a memória afetiva.

Conversar com o bebê desde cedo ajuda a formar a parte cognitiva. Ele se acostuma com os sons do lado de fora, assim como com a voz dos pais e som das palavras

O diálogo é o elemento fundamental para um bom funcionamento familiar. Ele deve permitir as diversas opiniões e perspectivas das pessoas que fazem parte dela e dar oportunidade para uma abertura de ideias e respeito à opinião de seus componentes, resolvendo assim possíveis conflitos. Isso favorece uma melhora na qualidade das relações e no fortalecimento dos vínculos.
Mas, com o mundo moderno e o stress do dia a dia está cada vez mais difícil as famílias arrumarem tempo para o diálogo e para interagirem umas com as outras. Isso provoca o distanciamento entre os membros da família e quem sofre mais com isso são os filhos, pois é por meio do diálogo que a criança expressa seus sentimentos, seus conflitos e opiniões.

O papel dos pais é estar presente, mostrando interesse pelo que ocorre com seus filhos diariamente. Eles devem proporcionar momentos de prazer para dialogarem. Sempre devem elogiar o que for positivo e muito cuidado com as críticas. É preciso que os pais respeitem o pensamento das crianças, não debochem e nem menosprezem o que a criança falar, e o mais importante é escutar o que seus filhos desejam falar. Muitos pais não permitem que as crianças se expressem e logo vão tomando atitudes que para eles são as mais convenientes. 
As crianças percebem tudo isso, pois são muito sensíveis e perceptivas.
Observe que escutar é diferente de ouvir. Ouvir é entender a ideia, o significado da palavra. Escutar necessita dar atenção, sentir, perceber e é uma grande demonstração de carinho, afeto e amor. Escutar é decifrar a criança, compreendê-la além da linguagem verbal.

Quantas vezes ficamos frustrados quando conversamos com alguém que está nos ouvindo apenas, sem prestar atenção no que estamos falando?
Muitos pais evitam esse diálogo porque não aceitam o erro dos filhos e a todo o momento os reprimem, causando assim muita frustração nos filhos por eles não serem compreendidos e não conseguirem expressar seus sentimentos.

Muitas discórdias entre pais e filhos seriam evitadas se os pais pudessem livrar-se de preconceitos de como eles ou seus filhos devem ser ou agir. Os pais devem ter a sensibilidade de perceber que a forma de pensar de uma criança não é a mesma de um adulto, com argumentos lógicos, pois o mundo da criança é instintivo e mágico.

Não devemos perder a paciência com facilidade. Há momentos em que devemos sim, mostrar para a criança também nossos sentimentos e descontentamentos, desde que seja de maneira sincera e condizente com o momento. Precisamos ser humildes o suficiente para percebemos se nossas atitudes estão erradas e diante da criança pedir desculpas, porque a criança aprende por imitação e com certeza diante desta atitude do adulto ela irá aprender também a pedir desculpas se o comportamento inadequado for o dela.

Temos de compreender que as crianças esperam dos adultos que cuidam dela segurança e firmeza em nas suas colocações, mas elas têm necessidades de mostrar seus sentimentos, e muitos adultos se esquecem de que elas são seres humanos que apesar de pequenos já têm suas opiniões e emoções e que precisam ser ouvidos. Muitas vezes as crianças têm razão em suas colocações e aprendemos muito com elas. Não ouvi-las prejudica sua autoestima e lhes causa insegurança. Devemos primeiro ouvir o que ela quer saber e responder o que a criança pergunta com simplicidade, porque se ela não estiver satisfeita continuará perguntando.

Muitas vezes, os pais se queixam que dão broncas, falam e os filhos não escutam. Será que eles param para escutar e dialogar com seus filhos o fato ocorrido. Será que eles param para entender porque aquela criança está tendo um determinado comportamento?

Os pais devem pensar que dialogando com as crianças irão desenvolvê-las como pessoas íntegras e contribuirão para seu crescimento intelectual, cognitivo, emocional e afetivo. Com o diálogo as crianças aprenderão a ter limites e desenvolverão todo o seu potencial tornando-se responsáveis pelas suas ações e reações.





11 de set. de 2020

A tecnologia atualizando a Educação com a presença do professor e seus alunos

 
Muitas escolas têm os alunos presentes que recebem informações o tempo todo, estão atentos, tiram boas notas, são considerados inteligentes e com boa memória, mas isso faz com que os alunos sejam apenas receptores de informações. Precisamos muito mais para que a aprendizagem seja significativa. Mesmo porque temos também muitos alunos presentes, mas off-line. O que a educação espera, nos dias de hoje, são alunos pesquisadores através de ferramentas tecnológicas, pois não podemos mais ignorar essa realidade.
Hoje já vivenciamos que, em muitos casos e não somente na educação, a tecnologia traz inovação, dinamismo e é um importante meio de estudo e pesquisa para melhorar o conhecimento e trazer praticidade em vários setores.
Um dos campos mais produtivos para o uso de ferramentas tecnológicas é a educação. Mas a presença do professor no dia a dia é fundamental, pois ele é um importante mediador no processo de aprendizagem e não existe nada melhor do que o contato humano para nossa formação emocional, cognitiva, motora, afetiva e social nesse processo.
Recebemos uma enxurrada de informações no nosso dia a dia e o processo de aprendizagem precisa de foco. E isso será possível se houver estímulo, motivação  e interesse no aprendizado. Temos que salientar que os estímulos precisam de qualidade e não de quantidade. Além disso,  é importante observar que cada criança tem suas necessidades, anseios, desejos e dificuldades, sendo assim é importante o educador tratar seus alunos com individualidade, trabalhando primeiro o emocional para depois trabalhar o cognitivo, caso contrário não haverá sucesso na aprendizagem.
Mesmo que o professor tenha um excelente conhecimento de sua área de formação e ótimas estratégias para ensinar, ele precisa se atualizar e se capacitar na tecnologia para possibilitar uma aprendizagem de qualidade e eficiência na educação atual. Precisa mudar o paradigma que existiu na educação até os dias de hoje.
A tecnologia é mais uma ferramenta para a educação que irá ajudar a desenvolver múltiplas inteligências tão estudadas por Gardner, pois os alunos não conseguem mais se interessar pelas aulas “tradicionais” vistas nas escolas até hoje.
O professor enfrentará esse desafio e com esse novo olhar será o mediador, as ferramentas irão auxiliar seu trabalho e proporcionar interação entre ele e seus alunos para construírem juntos um conhecimento significativo para ambos.