29 de out. de 2011

APRESSAMENTO COGNITIVO

Será que esta criança apresenta dificuldades de aprendizagem ou ainda não está madura para este processo?
A aprendizagem necessita de alguns pré-requisitos que são desenvolvidos durante a infância, antes de iniciar a escolaridade cada um tem seu tempo próprio, sua individualidade deve ser respeitada.  Não devemos acelerar o processo de aprendizagem, pois irá causar consequências negativas. A criança precisa ter seu desenvolvimento natural, como a percepção do esquema corporal, a coordenação motora global, a coordenação motora fina, a discriminação auditiva e visual, a orientação espacial, a temporal e a lateralidade. E os problemas de aprendizagem não podem interferir neste desenvolvimento.  Essas percepções se iniciam desde que a criança nasce, está aí a importância da família estimular este bebê.
 A atividade motora é importante desde o início da vida, pois é a evolução motora e sensitiva que permite as demais conquistas do desenvolvimento (BAGATINI, 1987, p.144).
Que estímulo eu, como educador, proporciono ao meu aluno para ajudá-lo a integrar como sujeito na sociedade?
Quando esta criança apresenta uma dificuldade, eu como professor desta criança sou responsável por esta dificuldade. Tenho que buscar meios para alcançar este aluno. Valorizar suas potencialidades, observar se é uma dificuldade, um transtorno ou até mesmo uma deficiência. Cabe a nós educadores fazermos o encaminhamento ao profissional competente, se for necessário.
Favorecer a esta criança um desenvolvimento integral, observar se esses problemas que ela está apresentando são de ordem pedagógica ou sócio culturais, quebrando rótulos, que muitas vezes trazem de séries anteriores. Que pena!!!! Pensar que isso pode ocorrer dentro de um ambiente educativo e inclusivo.
Existem inúmeros fatores que podem prejudicar o ensino aprendizagem dessa criança. O apressamento cognitivo é um dos fatores que podem impedir a criança de se desenvolver naturalmente, que irão trazer consequências para a continuidade da construção do conhecimento.
O papel do educador e fazer nascer o prazer em aprender de forma lúdica e criativa. O aprendizado acontece de forma gradativa onde a criança já traz sua bagagem.
 Vygotsky (1989) defende a interação social como ponto crucial do desenvolvimento cognitivo, obedece às fases postuladas por Piaget, pois a criança já passou por uma fase de aprendizagem anterior à sua entrada para a escola.
As dificuldades de aprendizagens podem ser evitadas, quando as fases de desenvolvimento da criança são respeitadas e estimuladas adequadamente, pela família e pela escola,
Sendo assim, precisamos ficar atentos ao apressamento cognitivo, que hoje pais e professores estão tão ansiosos a este respeito. Não podem decidir pela criança se ela está pronta para enfrentar a sala de aula com toda a responsabilidade de um aprendizado formal em sua globalidade. Podem aparecer falhas na aprendizagem que serão confundidas como transtornos de aprendizagem. Ela só conseguirá se tiver maturidade e consciência para este processo.
Se ouvirmos mais as crianças, refletirmos o que nos dizem, ficarmos atentos aos seus comportamentos, sentimentos, questionamentos, aprenderemos muito com elas. Elas nos mostram coisas muito significantes.


30 de set. de 2011

Que bicho é esse????

Resolvi colocar este site no meu blog, pois foi uma experiência nova que tive.
Fiz um curso de Vídeo e Laboratório no Sesc Belenzinho, onde aprendemos criar um curta metragem e instalar esse curta no site.
Neste curta procurei mostrar que a família é o primeiro contexto na qual a criança está inserida e desenvolve padrões de socialização e aprendizado, sendo assim, ela se relaciona com todo o conhecimento adquirido desde seu nascimento dando continuidade na sua vida escolar.
Com isso, não podemos esquecer que a família e a escola precisam ser parceiras atuando juntas para facilitar o ensino-aprendizagem e seu desenvolvimento na construção da identidade e autonomia desse educando.
Agora entrem nesse link:
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3 de ago. de 2011

NOVAS ESPERANÇAS PARA DEFICIENTES AUDITIVOS

O educador ao receber seus alunos deve sempre ficar atento ao comportamento de cada um, principalmente quando perceber que existe alguma dificuldade na aprendizagem.
Quando seus alunos apresentarem: dificuldades de atenção e compreensão, não responde quando é chamado, usar sua voz com intensidade inadequada, muito alta ou muito baixa, confundir direções quando chamado, brincar sozinho, ter dores de ouvido frequentes, dificuldade de se expressar oralmente e pronunciar sons incorretos. Devemos ficar atentos. Ele pode estar com alguma deficiência auditiva.
O professor deve ter sensibilidade e bom senso em conversar com a família, com profissionais da escola, para fazer um encaminhamento adequado.


Veja a importância desta reportagem:

27 de jun. de 2011

O QUE FAZER QUANDO UMA CRIANÇA APRESENTA SINAIS DE DISLEXIA

Nas últimas décadas, a dislexia é um dos distúrbios de aprendizagem  que  tem comprometido crianças na idade escolar. Geralmente começa a ser notada na fase de alfabetização. Mas, na pré-escola já é possível perceber algumas características na criança quando esta apresenta alguns sinais para desenvolver problemas de leitura.  
Então resolvi escrever aqui no blog uma pequena orientação sobre este assunto.
A dislexia é uma dificuldade acentuada que ocorre no processo da leitura e da escrita. É uma incapacidade de ler, como as outras crianças, apesar de possuir uma inteligência normal e boa saúde.
Dislexia é uma desordem na maneira pela qual o cérebro processa a informação. É uma disfunção neurológica. Hoje, pesquisas recentes mostram que o problema estaria ligado a alguns cromossomos, responsáveis em associar a representação visual das sílabas aos seus respectivos sons. É enfim, uma combinação de habilidades e dificuldades.
Não se pode chamar de "dislexia" toda e qualquer "dificuldade" ligada à leitura e/ou a escrita, bem como as Dificuldades de Aprendizagem que podem ter por base: déficit intelectual, disfunções ou deficiências auditivas e visuais, problemas emocionais, inadaptação ao método pedagógico, possíveis falhas no processo de alfabetização.
Quanto mais cedo a dislexia for identificada e forem  tomadas as medidas de tratamento necessárias, maiores serão os benefícios para essas crianças. Por isso, é muito importante o parecer da escola, dos pais, o levantamento do histórico familiar e a evolução dessas crianças.
 O diagnóstico deve ser feito por uma equipe multidisciplinar: pediatras, psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos, neurologistas, oftalmologistas e outros. Essa equipe deve observar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. Essa avaliação é muito importante, tanto na identificação das causas das dificuldades apresentadas, quanto na  orientação em relação ao encaminhamento adequado para cada caso.
 Após uma avaliação completa e multidisciplinar da criança disléxica, é possível iniciar o processo de intervenção. Cada criança tem necessidades diferentes, por isso o tratamento deve ser individualizado.
Deve haver harmonia, colaboração e uma parceria constante entre o profissional, o educador, a criança e sua família para alcançar resultados positivos.  
A família precisa buscar informações e aprender tudo que puder sobre dislexia, buscando estratégias e alternativas  para poder ajudar seu filho a lidar com a situação elevando sua auto estima. Deve mostrar aos seus filhos suas habilidades e capacidades em relação ao seu desempenho.
É importante que o educador diga a ela que a dislexia é um problema que pessoas inteligentes têm em relação à leitura, mas que ela aprenderá a ler. Faça com que ela se sinta segura e aceita não só pelo próprio professor como pelos colegas.
O educador deve tomar muito cuidado a usar suas estratégias, não deve fazer o processo de aprendizagem como competição.  Mostrar para a criança que entende sua dificuldade, e que está do seu lado para ajudá-la e motivá-la a superar este conflito. É necessário que o professor desenvolva atividades específicas para este aluno.
Em vista deste distúrbio devemos conhecer a criação de centro de estudos e associações em vários países. Aqui no Brasil temos a Associação Brasileira de Dislexia (ABD).
O mais importante é que a criança disléxica sinta apoio de sua família e educadores para que alcancem suas metas, sonhos e se tornem adultos felizes e bem sucedidos.

This work by Margaret Pires is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported License.

28 de abr. de 2011

MÊS DO LIVRO

No mês de abril é comemorado o Dia do Livro, mas, o mais importante, é saber como incentivar as crianças a terem os livros como seus amigos e companheiros.
Para formarmos bons leitores, desde bebê a família deve proporcionar um ambiente onde os livros façam parte da vida da criança. Isso se faz contando histórias para elas, dando livrinhos para manusearem e utilizando livrinhos próprios até mesmo para a hora do banho. Nesta idade, as atividades lúdicas (o “brincar”) com o livro serão importantes e significativas para a criança. O primeiro contato da criança é realizado oralmente, quando o pai, a mãe, os avós ou outra pessoa contam-lhe os mais diversos tipos de histórias.
No ambiente familiar também deve existir a presença do livro nos membros da família, porque se a criança presenciar seus pais e familiares lendo, sentirá prazer pela leitura.
A família também deve oferecer um ambiente cultural. Levar sua criança em bibliotecas, livrarias infantis, feiras do livro e ambientes que favoreçam experiências de letramento.
A escola deve dar continuidade a este mundo fantástico da leitura. Brincar com as palavras, usando várias formas de escrita como contos, fábulas, poemas, histórias, cantigas e receitas, para se constituir como pessoa.  As crianças gostam de leituras que lhes deem prazer.  Se a criança não tiver interesse nos livros desde pequena como poderá ter prazer em ler quando adulta?
Para a criança se tornar um bom leitor é importante deixar os livros a seu alcance, para elas brincarem, manusearem, folhearem, enfim, terem contato constante e criarem o hábito de ler. É um caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, criatividade emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa.
Isso deve ocorrer principalmente com crianças com dificuldade na aprendizagem, por exemplo, dislexia, já que irá auxiliar no seu aprendizado, porque à medida que a criança progride no aprendizado da leitura, esta parte do cérebro passa a dominar o processo e, conseqüentemente, a leitura passa a exigir menos esforço.
Logo, vamos incentivar nossas crianças e mostrar a importância da  literatura infantil.
 (FOTOS TIRADA NA LIVRARIA NOVE.SETE)