Com este blog tenho como objetivo entrar em contato com professores, coordenadores pedagógicos, mantenedores de escolas e pais de crianças que estejam apresentando Dificuldades de Aprendizagem para auxiliar e orientar buscando estratégias diferenciadas para proporcionar um desenvolvimento adequado no processo ensino-aprendizagem destas crianças.
28 de dez. de 2017
5 de jul. de 2017
Como os alunos estão vendo a escola nos dias de hoje.
Tenho observado no meu
consultório que as crianças têm questionado o porquê tem que ir para a escola,
porque existe escola e para que precisam estudar.
Um paciente de 8 anos
comentou que ele não vê sentido em ir à escola porque ele só aprende o que não
interessa. Para que serve tudo que aprende?
Que tem programas
educativos que ele assiste que são muito mais interessantes do que o que ele
aprende na escola e a professora ensina para ele.
Converso com jovens e
também me surpreendo quando escuto a mesma queixa. Ir para a escola está muito
pesado, desmotivador, sem nenhuma importância.
Acredito que a escola não
evoluiu de acordo com o tempo. Continua com o mesmo paradigma dos séculos
passados.
O problema é que o professor
continua seguindo sempre o mesmo modelo e quer obter resultados diferentes.
O educador precisa fazer
com que as crianças e jovens entendam que a escolarização é apenas uma parte da
sua existência e que o conhecimento adquirido é para a vida toda.
A importância que hoje eles
dão para a escola, ou melhor, o que aprendem na escola, levarão para sua vida
de diferentes formas. Cabe a nós, educadores, mostrarmos e incentivarmos nossos
alunos a descobrirem, de forma prática, que todo esse processo será útil para
toda sua vida.
O que não podemos fazer e
dar todo o conteúdo exigido, sem mostrar o porquê é necessário aprender esse
conteúdo.
É preciso modernizar os
processos de aprendizagem. Isso não tem haver com a tecnologia. Lógico que a
tecnologia ajuda, mas, os livros exigem outras formas de comunicação e
aprendizado que jamais podem ser substituídos pela internet.
A principal dificuldade das
crianças e dos jovens está diretamente relacionada às aulas, já que o fato de
estarem na escola é agradável para eles. O educador necessita visualizar melhor
a dificuldade e a desmotivação que as aulas têm ocasionado para essas crianças.
O que tem acontecido é que
as crianças tem que cumprir seu horário sentadas, ouvindo coisas que não as
motivam e nem interessam, e isso faz com que elas escapem mentalmente, não
prestem atenção, fiquem fazendo outras coisas na carteira, brincando, ou até
mesmo atrapalhando os colegas. Muitos são “diagnosticados” nas escolas como
TDAH.
Será que realmente existe
esse transtorno em todas as crianças ou será que o conteúdo na forma que está
sendo dado é que está fazendo com que essas crianças fiquem dispersas e
agitadas?
Atualmente as crianças e
jovens são muito mais ativos. Precisam de pequenos intervalos para levantar e
se movimentarem.
O educador precisa ser humilde
e assumir que não sabe tudo e que dentro da educação estamos sempre aprendendo
também com nossos alunos. Sendo assim, deve se encorajar a buscar novas perspectivas
na forma de ensinar e motivar seus alunos com novas estratégias e novos
paradigmas.
Isso também sem esquecer de
que é necessário ter um olhar para o emocional de seu aluno, porque isso é o que
muitas vezes interfere mais na aprendizagem, do que só se preocupar com a parte
cognitiva.
Procurar dar aulas que
desenvolvam a escuta desse aluno, dialogar, provocar discussões e debater assuntos
para troca de experiências e conhecimentos e passar o conteúdo através das
conclusões pertinentes ao assunto abordado.
Com certeza nossas crianças
e jovens ressignificarão o papel da escola e o porquê ela é importante para
toda a sua vida.
(imagem retirado do google)
Sugiro assistir esse vídeo
– “Quando sinto que já sei”
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TDAH
2 de fev. de 2017
As Aulas vão começar. Chegou a hora da adaptação das crianças nas diferentes situações.
A primeira dúvida que surge
na cabeça dos pais quando a criança vai iniciar sua entrada na escola é sobre a
adaptação. E nesses pensamentos aparecem algumas contradições. Ao mesmo tempo
em que as mães desejam ver sua criança entrar feliz, sair correndo para brincar
e aceitar bem a professora, elas sentem uma profunda dor quando isto acontece.
Surgem vários sentimentos, e as mães sentem-se culpadas, com ciúmes, medo de
perder seu/sua filho(a), ou que ele(a) não vai mais amá-las. Mas esses
sentimentos passam rápido e as mães começam a vibrar com as novidades que
surgem dia após dia.
Não dá para dizer que quando
seu/sua filho(a) entra no berçário a adaptação é mais fácil, pelo fato de
ele(a) ainda não falar. Ele(a) só não consegue expressar verbalmente seus
sentimentos, mas também passa pela fase de adaptação. Levar objetos que a
criança costuma utilizar em casa, como uma
naninha, brinquedos do berço ou bichinhos de pelúcia ajudam na adaptação. E
ficar em observação se a criança está se alimentando e dormindo bem.
Para facilitar a adaptação
da criança ela precisa sentir que seus pais estão tranquilos e seguros com a
escola que escolheram para ela, mesmo que estejam com o coração apertado.
Não dá para negar que toda a
família fica apreensiva. A criança, de repente, vai conviver com pessoas que
não conhece, ter novas regras, dividir seu espaço e seus brinquedos com outras
crianças.
Por isso é importante que os
pais escolham a escola com que mais se identificaram, onde se sentiram seguros
para deixar seu maior tesouro.
Conversar com a professora
que irá ficar com seu filho a respeito do que ele gosta, seus costumes, sua
rotina, também a ajudará a conhecer um pouco a criança e os pais a conhecerem
um pouco mais a educadora.
A possibilidade da mãe ou de
quem cuida da criança estar junto com a ela nos primeiros momentos é muito
importante, mas não se deve esquecer de que a “autoridade” é da professora e a
mãe está junto para auxiliá-la, se necessário, e acolher seu filho.
Outra coisa importante é não
mentir para a criança. Explique que ela vai para a
escola, que você vai levá-la, buscá-la e que a acompanhará no início. Fale de
seus amiguinhos, da professora, de como é a escola e o que vai acontecer por
lá. Mas sem exageros para não
frustrá-la.
Em hipótese alguma saia
escondido da criança na fase de adaptação. Diga que irá trabalhar (ou o que irá
fazer) e que depois volta para buscá-la. Pode ser que ela chore, mas vai
confiar e acreditar em você, sentindo-se segura. A professora deve sempre
tentar acalmar a criança e, caso ela não consiga e sinta que a criança está
sofrendo, deve chamar a mãe ou o cuidador responsável. A adaptação deve ser
gradativa. Quando for buscar seu/sua filho(a) é importante escutar o que ele(a)
tem a dizer e perguntar o que aprendeu, mas nunca pressione se ele(a) não
quiser lhe contar.
Os pais devem ter a certeza
de que a escola será boa para seu/sua filho(a). Ele(a) aprenderá a se socializar, resolver seus probleminhas, esperar
um pouco para ser atendido(a), desenvolver autonomia e fazer amigos.
Serão vários os momentos em que as crianças e
adolescentes passarão por adaptações e readaptações escolares. Isso não se aplica apenas à entrada em berçários,
creches ou escolas. Também ocorre a adaptação nas transições do berçário para a
Educação Infantil, da Educação Infantil para o Fundamental I, do Fundamental I
para o II, do Fundamental II para o Ensino Médio, mudança de escolas no meio do
processo, enfim, há vários momentos de adaptação e readaptação na vida escolar
das crianças.
Para esse processo
ser tranquilo é preciso que os pais estejam sempre ao lado de seus filhos(as).
Enfim, devemos
nos colocar no lugar de nossos(as) filhos(as) para podermos auxiliá-los(as)
nessas fases e transições.
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29 de dez. de 2016
2 de mar. de 2016
O olhar da Psicopedagogia no processo de aprendizagem.
O olhar psicopedagógico no
processo de aprendizagem do aluno é com relação a preocupação de
promover um crescimento cognitivo e
construir competências e habilidades de utilização permanente nas suas vidas.
Sendo assim, o professor deve compreender que o conhecimento que ele pretende
transmitir é um processo de construção que leva ao alcance dos seus objetivos e
“provoca” a cognição dos seus alunos.
Para isso deverá pensar em
estratégias que busquem a melhor forma de construir esse conhecimento, sempre
refletindo que cada aluno tem a sua forma de aprender e que não existe um
modelo de aprendizagem. Portanto, cabe ao professor variar nas estratégias,
pois dessa forma atingirá todos seus alunos nas suas diferenças individuais no
que se refere a aprendizagem.
O aluno aprenderá com mais
facilidade quando sente prazer no ato de aprender, quando o conteúdo possui um
significado para sua vida. É neste momento que entra a criatividade do
professor para organizar experiências de aprendizagem significativas,
envolventes, que atinjam o interesse dos alunos.
Uma excelente alternativa
para a aprendizagem é quando os alunos vivenciam e experimentam na prática o
conteúdo. Isso facilita a compreensão das bases teóricas. Além disso, partir da
prática para a teoria facilita a compreensão e evita a memorização sem
compreensão do conteúdo.
A psicopedagogia valoriza
muito o componente afetivo para a aprendizagem. Para o educador conseguir usar
a prática antes da teoria, não pode faltar o desejo de aprender e o desejo de
ensinar. Com materiais simples e com muita criatividade,
professores e alunos podem construir mecanismos de grande utilidade para a
aprendizagem.
Quando um aluno apresenta
dificuldades na aprendizagem, segundo a psicopedagogia, o educador tem que ter
a sensibilidade de resgatar a autoestima do aluno, pois, ninguém consegue
aprender se não se sentir valorizado e
tiver o desejo de aprender e acreditar nas suas possibilidades. O educador não
deve esquecer que um instrumento positivo é o elogio. Elogiar reforça o
interesse e o sucesso na aprendizagem.
A psicopedagogia tem como
objetivo buscar uma melhor compreensão do processo de aprendizagem, ou seja,
contribuir na busca de soluções para a difícil questão do problema de
aprendizagem.
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