9 de set. de 2014

É PRECISO MATERIAIS E ESPAÇO FÍSICO PARA TRABALHAR A PSICOMOTRICIDADE?

Vamos iniciar o texto respondendo à pergunta do título: não! Não basta o profissional ter recursos físicos e materiais para trabalhar a psicomotricidade. Ele tem que ter capacitação para usá-los e saber explorar esses recursos como um todo, sempre pensando e buscando o desenvolvimento global das crianças.

Muitas vezes ouvimos de professores de educação infantil e séries iniciais que não conseguem trabalhar o desenvolvimento psicomotor dos alunos por falta de espaço e material, mas isso não é motivo para não se trabalhar a psicomotricidade, que é tão importante nessa faixa etária. 
Para um bom trabalho da psicomotricidade, o professor precisa, primeiramente, planejar para não perder o foco do seu objetivo. Caso contrário, ele não poderá avaliar se seu trabalho está alcançando o resultado desejado.
O professor precisa ser observador e introduzir nas atividades diárias o que perceber que é necessário para o desenvolvimento psicomotor da criança. A motricidade está ligada com a afetividade. Precisamos observar todo o movimento da criança e explorar toda riqueza que existe nela, respeitando as diferenças de cada um.
Segundo Peçanha “É imprescindível que construamos concepções, estas sim são perenes e verdadeiras”. Se existe uma concepção no planejamento do professor ele sempre irá encontrar no dia a dia uma forma de executar seu trabalho diante da realidade apresentada.
É lógico que se houver materiais e recursos para trabalhar a motricidade isso vai facilitar o trabalho do professor, mas somente materiais e recursos não são suficientes. É preciso que o professor saiba utilizá-los da melhor maneira possível e a seu favor, beneficiando assim o aluno. Por isso é importante o planejamento com a concepção, pois, se não tivermos os materiais ou recursos iremos recriar as mesmas dinâmicas a partir daquilo que possuímos no momento.
O ambiente educativo pode ser construído em qualquer espaço físico. Desde que o professor saiba explorar toda a riqueza que existe dentro dele.
Esse espaço físico deve ser explorado de maneira prazerosa para a criança e a melhor forma para ocorrer esse desenvolvimento é tornando uma concepção mais lúdica.
Sendo assim, a criança vai explorar o ambiente e nesse mesmo ambiente vai poder viver uma porção de faz de contas que serão muito importantes para desenvolver sua percepção. Ela irá testar, errar, acertar e concluir. Tudo isso porque ela vai explorar e construir com todos os recursos disponíveis e não podemos nos esquecer de que neste ambiente ela irá interagir com outras crianças. Essa troca de vivências e experiências irá enriquecer ainda mais o ambiente favorecendo o trabalho da psicomotricidade em um ambiente acolhedor e humanizado.

                                                  (foto retirada do google)

1 de abr. de 2014

O BRINCAR NO OLHAR DA CRIANÇA E DO ADULTO

O olhar de uma criança é transparente, autêntico, singular, nele podemos ver com toda clareza suas alegrias e tristezas. Sua espontaneidade está sempre presente em tudo que ela faz.
Se observarmos as crianças por onde passamos, seja nas ruas, numa praça, na escola, poderemos percebê-las simbolizando muitos papeis, se exercitando, usando muito sua criatividade. Com certeza tudo isso está contribuindo para o seu desenvolvimento. 
A criança sempre brinca. Observa-se, frequentemente, a atividade lúdica presente enquanto comem, enquanto realizam atividades de higiene e o quanto relutam em parar de brincar para realizar estas atividades ou até mesmo para dormir. O mundo lúdico é o elo entre a realidade interna e a realidade externa, compartilhado com outras pessoas.
A verdadeira comunicação se dá neste ambiente de brincadeira. O brincar é essencial, diz Winnicott, porque é através dele que se manifesta a criatividade (WINNICOTT, 1975, p.80).
A interação lúdica relacionada com o cognitivo e o afetivo proporciona um amadurecimento emocional e vai aos poucos construindo a sociabilidade infantil.
O momento em que a criança está absorvida pelo brinquedo é um momento mágico e precioso, em que está sendo exercitada a capacidade de observar e manter sua atenção concentrada. Isso proporcionará experiência e produtividade quando adulto.
Segundo Lapierre, o adulto, na função de educador, reeducador ou terapeuta tem um papel importante no desenvolvimento infantil. Para isto ele deve ter conhecimento teórico, objetivos bem definidos e principalmente um olhar da própria vivência a fim de obter o autoconhecimento e autoconsciência, e só então poderá entender o que a criança vivencia. Desta forma, o adulto estará mais preparado para interagir com o mundo infantil, de maneira adequada às necessidades da criança, sem projetar-se.
O educador ou o adulto que está interagindo na brincadeira com uma criança deve ser também um facilitador da mesma deixando-a manifestar seu eu interior de forma espontânea e criativa, dando abertura para desenvolver sua autonomia.
É necessário que a criança adquira confiança em quem vai trabalhar com ela. Winnicott nos remete a esta questão em seu livro “O Brincar e a Realidade”, onde cita que a criança só se exprime criativamente quando brinca, e para que isto ocorra na presença do adulto, é preciso que sinta a disponibilidade do mesmo.
Vygotsky vem quebrar a dicotomia de que o mundo adulto é sério e real e que o   mundo infantil é lúdico e fantasioso. Fantasia e realidade se realimentam e possibilitam que a criança, assim como os adultos, estabeleça conceitos e relações, insira-se enquanto sujeito social. Ele sinaliza que, ao brincar, a criança não está só fantasiando, mas fazendo uma ordenação do real.
Sendo assim, o adulto ao brincar com uma criança, deve buscar sua criança interior e fazer este momento prazeroso. Deve também propiciar um ambiente que facilite suas descobertas e seu crescimento como um todo.
"Ao brincar com a criança, o adulto está brincando consigo mesmo".

(Carlos Drummond de Andrade)



2 de fev. de 2014

Dicas para pais de crianças que estão em fase de adaptação na escola


Indo pra escola
                                                      (foto retirada do google)

Esse período de adaptação é muito difícil tanto para as crianças quanto para os pais.
Toda família deve se preparar para a fase de adaptação da criança na escola, que na maioria das vezes leva apenas alguns dias, mas, para algumas crianças essa adaptação leva mais tempo.
- Orientar os pais a preparar a criança para a vinda à escola. É normal a criança ficar ansiosa e insegura, mas são os pais que, na maioria das vezes, passam essa insegurança para as crianças, porque eles também se sentem inseguros.
- Os pais devem conversar bastante com a criança, explicando-lhe o que vai ocorrer com ela, sem ocultar, mentir ou inventar histórias.
- A escola deve mostrar para os pais que essa separação apesar de dolorosa e muitas vezes causar culpa (principalmente nas mães) é necessária e logo será superada.
- O choro é frequente, mas nem sempre significa que a criança não queira ficar na escola.
- A ausência do choro não significa que a criança não esteja sentindo a separação, portanto deve ser respeitada a ansiedade da criança em ficar na escola.
- Orientar que a mãe nunca deve sair escondido da criança, pois isso causa mais insegurança.
- Cada criança é única, logo o período de adaptação de cada criança deve ser respeitado e avaliado individualmente.
- É muito importante que os pais não se atrasem para buscarem seus filhos para que eles não se sintam inseguros, achando que não voltarão para casa ou foram esquecidos.
- Quando for buscar a criança sempre pergunte como foi o seu dia, o que fez, mas, se ela não quiser comentar não force, haja com naturalidade.
- Os pais devem tentar evitar falar sobre as preocupações ou comentar na frente da criança sobre sua adaptação.
- É recomendado evitar grandes alterações durante esse período de adaptação: mudança de residência; retirada do bico ou das fraldas; mudança das mobílias do quarto da criança; etc.
- Poderão ocorrer algumas regressões de comportamento durante o período de adaptação, assim como alguns sintomas psicossomáticos como dorzinhas de barriga, vômito e até um pouco de febre.

- Aos poucos, essa fase vai trazendo segurança tanto para os pais quanto para as crianças. Os pais começam a confiar na escolha que fizeram e lidam com mais tranquilidade com a situação e percebem que essa etapa é fundamental na construção da personalidade da criança, na sua autonomia e independência.

6 de jan. de 2014

ESTE TEMA CONTINUA POLÊMICO: INCLUSÃO ESCOLAR

É preciso estar atento ao falar em inclusão escolar no que se refere à adaptação das escolas para receber alunos com dificuldades  de aprendizagem ou alguma necessidade mais específica.
Primeiramente precisamos refletir que em muitas dificuldades apresentadas na aprendizagem nas escolas nem sempre a criança apresenta alguma deficiência.
Muitas vezes esta dificuldade acontece por falta de recursos educacionais e por conta de profissionais que estão atuando sem o preparo necessário para atender as solicitações e necessidades de seus alunos. Dentre os fatores que podem influenciar na inclusão e na aprendizagem podemos listar os seguintes: a maneira de ensinar, estratégias utilizadas, falta de criatividade, desinteresse em buscar projetos novos e motivadores, forma de avaliar, atividades extracurriculares que não condizem com o aprendizado, profissionais não capacitados, coordenação desinteressada, problema de relacionamento entre o educador e o aluno, falta de orientação aos pais.
Tudo influencia e dificulta a inclusão nas escolas. Aceitar matricular uma criança com dificuldade de aprendizagem ou até mesmo com um transtorno de aprendizagem não significa incluir esta criança na escola.
A escola tem que ser acessível para todos, usando recursos educacionais adaptados à necessidade da criança na sua individualidade. A inclusão é um processo de adaptação da escola para que ela atenda as necessidades buscando os melhores meios para a criança aprender e estar inserida neste contexto. Portanto, não se trata de ajustar este aluno no contexto escolar, mas sim, o contrário. E isso infelizmente não tem acontecido da forma como deveria ser.
É muito difícil tanto para a escola quanto para os professores atenderem estas necessidades, pois se sabe que dependendo da deficiência, principalmente quando é neurológica, é necessário um atendimento diferenciado. Porém, se essa inclusão for obtida com êxito toda a comunidade escolar será beneficiada. Precisamos também incentivar nossos alunos a serem solidários e conviver com as diferenças, assim a escola terá como objetivo o bem comum, tanto para a criança com deficiência como também para as outras.
Em relação à criança com dificuldade de aprendizagem, o professor precisa ter uma compreensão no processo neurobiológico para entender como funciona a aprendizagem dessa criança em relação ao cérebro e ao sistema nervoso.
Os termos distúrbios, transtornos, dificuldades e problemas de aprendizagem têm sido usados de forma aleatória, mas na verdade cada um tem suas particularidades. Esse conhecimento com certeza favoreceria a aprendizagem e diminuiria de forma significante esses problemas. (PANISSET, 2008). E isso é conseguido através da capacitação dos profissionais por intermédio de cursos, leituras e discussões.
De qualquer forma, falta um olhar diferenciado para essas crianças, pois muitas vezes um encaminhamento psicopedagógico resolveria a angústia dessas crianças que acabam sendo discriminadas e não incluídas na instituição escolar. Além disso, na maioria das vezes, em um período curto de acompanhamento esse processo de aprendizagem seria resolvido e a criança continuaria sua vida escolar sem mais nenhuma defasagem.




29 de dez. de 2013

FELIZ ANO NOVO!!!!

“Nós abriremos o livro. Suas páginas estão em branco. O 

livro chama-se "OPORTUNIDADES" e seu primeiro capítulo 


é o Dia do Ano Novo. O autor é  VOCÊ ". 

FELIZ ANO NOVO!!!!!